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5 tendências digitais que sairão de cena em 2024
15 de Janeiro de 2024

5 tendências digitais que sairão de cena em 2024

Trabalho remoto sem estrutura adequada encabeça lista de tendências que ficarão para trás em 2024

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A evolução do cenário tecnológico é marcada tanto pela ascensão de novas tendências quanto pelo declínio de outras. Com isso, confira a tendências digitais que sairão de cena em 2024.

O especialista em dados e inovação e professor de MBA da FGV, Kenneth Corrêa, explica: “O ano de 2023 viu a consolidação de tecnologias emergentes que já estavam previstas, mas também trouxe desafios para uma adaptação mais sólida e ética ao ritmo acelerado de inovação. A incorporação dessas tecnologias em nosso cotidiano aponta para um futuro repleto de possibilidades praticamente ilimitadas, ressaltando a necessidade imperativa de monitorar de perto o desenvolvimento tecnológico.”

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Um exemplo disso é a aplicação da Inteligência Artificial e o Metaverso no setor de entretenimento, abrindo novas arenas para a experiência de usuários e consumidores. “Jogos digitais, eventos virtuais e plataformas de streaming adotaram a tecnologia de inteligência artificial para desenvolver conteúdos personalizados e interações criativas. Ao mesmo tempo, artistas e criadores estão descobrindo no Metaverso um ambiente propício para experimentar novas formas de expressão e oportunidades de ganho financeiro.”, afirma Kenneth Corrêa.

No entanto, em 2024, algumas das tendências de 2023 podem começar a ceder espaço a inovações mais recentes ou evoluir para formas mais avançadas.

Aqui estão algumas tendências que podem ver sua influência diminuir ou transformar-se em 2024:

1. Trabalho remoto sem estruturação

O trabalho remoto, uma forte tendência durante a pandemia, poderá dar lugar a modelos híbridos mais estruturados ou à adoção de espaços virtuais colaborativos no Metaverso, que oferecem uma integração mais próxima da dinâmica de um escritório físico. Grandes corporações como a rede social X (antigo Twitter), a Microsoft e o Google, já operam em modelos híbridos que foram muito bem pensados com base em pesquisas internas entre seus colaboradores – assim como as empresas brasileiras Natura e Petrobras.

Em relação à ascensão do trabalho no metaverso, Kenneth afirma: “Já é possível trabalhar no metaverso. Precisamos considerar o cenário de trabalhar no mesmo cargo e empresa que você já trabalha, mas usando os metaversos. Também há um outro cenário, que é trabalhar em um novo cargo ou função, exclusivamente dentro de um metaverso”, relata.

“Além disso, o metaverso permite o trabalho colaborativo, em tempo real e sem limitações geográficas. Algumas empresas já estão implementando essas modalidades de trabalho, ou seja, fazem parte do guarda-chuva do trabalho remoto”, complementa Kenneth.

2. Aplicativos móveis isolados

Os aplicativos que operam de forma isolada estão vendo seu espaço reduzido em favor de super apps e plataformas integradas que oferecem múltiplas funcionalidades e serviços em um único ambiente. Espera-se que essa tendência à consolidação continue em 2024.

Os super apps são aplicativos multifuncionais que oferecem diversos serviços e funcionalidades em um único ecossistema integrado. Ao contrário de aplicativos especializados que se concentram em uma única função, os super apps buscam se tornar uma solução multifocal para diferentes necessidades dos usuários.

Esses aplicativos geralmente começam com uma função principal, como mensagens instantâneas, mas expandem suas ofertas para incluir serviços como pagamentos móveis, entrega de alimentos, transporte, compras online, reservas de hotéis, entre outros.

3. Realidade virtual isolada

A Realidade Virtual (RV), antes uma experiência principalmente recreativa e solitária, está se expandindo e integrando-se com o Metaverso, tornando-se parte de experiências mais sociais e aplicadas em contextos profissionais. Algumas experiências já se consagraram em realidade virtual, como: Beat Saber (lutando com sabre de luz), experiências de atividade física ou meditação em VR, ou ainda treinamentos de saúde e segurança do trabalho, e prototipação de peças para a indústria automobilística e aeroespacial.

O próximo passo agora é ter várias pessoas interagindo nesses mesmos ambientes, desenvolvendo essas mesmas atividades, mas agora de forma colaborativa, unidos para construir juntos soluções, produtos e protótipos.

4. Tokens Não Fungíveis (NFTs) como hype especulativo

O frenesi inicial em torno dos NFTs, tratados principalmente como ativos especulativos (em formato de arte digital), pode dar lugar a um entendimento mais matizado, focando em seu potencial de aplicação além de artes digitais, ou seja: em direitos digitais, autenticação de documentos e até Tokenização Imobiliária em blockchain.

E ainda que as artes digitais, como os macacos entediados (do Bored Ape Yatch Club) tenham perdido força, a tecnologia continua sendo usada, mesmo que a sigla em si não seja citada. Recentemente, a banda americana Megadeth lançou seus “colecionáveis digitais” para seus fãs, e a empresa brasileira NetSpaces (que faz tokenização imobiliária), lança frações de imóveis para compra e geração de renda de locação, todas sem usar o termo NFT, mas utilizando a modalidade de tokens não fungíveis registrados em tecnologia blockchain.

5. Big Data sem inteligência

A simples coleta e armazenamento de grandes quantidades de dados, sem insights e ações alimentadas por inteligência artificial e machine learning, pode perder relevância à medida que as empresas buscam valor real nos dados por meio da análise avançada.

“Nos últimos 10 anos, a ideia de big data, ou os data lakes, ganhou muito espaço nas grandes empresas e nas rodas de conversas do CTO. Mas muito se focou na estruturação, coleta e armazenamento dos dados, sem olhar necessariamente para a geração de valor. Ou seja, como aquilo de fato vai virar receita, negócios, ou adicionar valor aos KPIs que a empresa já tem (como retenção de cliente, upselling, ou ainda novos produtos). E as ferramentas de IA agora estão ajudando as empresas a navegarem nestes grandes volumes de dados, extrair insights e, de fato, agora, fazendo com que o big data possa virar big money”, sinaliza Kenneth.

Por fim, Kenneth explica que a transição de tendências não significa desaparecimento completo, mas uma evolução para formas que se alinham melhor com as necessidades emergentes dos usuários e o ambiente tecnológico em constante mudança.

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