21-12-06 – Para marcar o final de ano, o Santa Catarina em Cena traz o Ciranda da Paz, um projeto inédito realizado pelo trio Fernando Pereira Oliveira, Bebel Orofino e Rafael Pereira Oliveira, e produzido pela Trinta Por Segundo.
São dois especiais de final de ano, o primeiro sobre o Natal e o outro sobre o Ano Novo. O trio, que possui uma longa experiência na área da produção artístico-cultural, apresenta uma reflexão sobre os sentidos do Natal e do Ano Novo no meio desse corre-corre de final de ano.
Arte gráfica e trilha sonora originais
O Ciranda da Paz foi buscar na produção artístico-cultural local nomes que trazem a poesia da estética popular para esta discussão sobre Natal e Ano Novo. O trabalho de Jone César de Araújo, premiado no ano passado em Roma, com medalha de ouro para o melhor presépio na Mostra Internacional de Presépios, foi utilizado na produção de vinhetas que trazem a cena do presépio, agora transformada em computação gráfica e que mostram a narrativa do nascimento do menino Jesus na estética da arte popular local, desta vez com recursos de animação.
A trilha sonora foi especialmente produzida por Marcelo Muniz, do Grupo Engenho, músico que mais pesquisou a sonoridade popular de Florianópolis, e traz para o Ciranda da Paz variações e distorções eletrônicas dos Ternos de Reis (cantos populares da anunciação do Natal) e Praia Brava, composição de sua autoria e em diferentes arranjos.
Episódio 1: O Natal nosso de cada dia
Veiculação: 23/12 às 11h50
Sinopse:
Quem é o menino Jesus na cena do presépio? Quem ele representa? E como é família de hoje?
Amor e compaixão só na hora do Natal?
O programa de Natal que a Trinta por Segundo traz para o Santa Catarina em Cena discute as transformações no sentido desta festa na cultura contemporânea. O Natal tem suas raízes na religiosidade cristã e celebra o nascimento de um menino ???pobrezinho, nasceu em Belém???.
Hoje, com o apelo do mercado, o Natal tornou-se quase ???universal??? e é celebrado muito mais como fenômeno de vendas do que como festa religiosa. E assim se distancia dos seus sentidos originais.
Na cena do presépio há uma família nuclear. Mas qual o sentido de família que temos hoje? Afinal, do que fala o presépio e que cenário a cultura contemporânea nos coloca?
O Natal nosso de cada dia vai buscar o sentido do Natal na cultura Catarina de hoje e tece um mosaico de expressões e vozes que vêm de famílias de diferentes cenários e origens e de espiritualistas que discutem possíveis conexões entre o nascimento de Cristo e diferentes tradições religiosas.
Episódio 2: ?? Ano Novo, de novo
Veiculação: 30/12 às 11h50
Sinopse:
Que momento é este do Ano Novo? O que se repete? Gestos, práticas e também vícios? O que muda de fato? E de que mudanças nós precisamos?
?? Ano Novo, de novo coloca em questão o ritmo mecânico do ciclo de iniciação de cada ano novo e discute, com vozes que vêm de diferentes religiões, o que o mundo está precisando.
A reportagem traz também histórias populares de festas de Ano Novo que foram engraçadas, mandingas e axés que alegram as celebrações. E articula a visão popular à espiritualista ao apresentar uma narrativa plural e bem-humorada da passagem do ano novo.
FOTO: da esquerda para a direita Rafael Pereira Oliveira, Bebel Orofino e Fernando Pereira Oliveira. Crédito da foto: Rodrigo Dutra
Ficha Técnica
Direção: Fernando Pereira Oliveira, Bebel Orofino e Rafael Pereira Oliveira
Argumento e Roteiro: Bebel Orofino, Aglair Bernardo e Rafael Pereira Oliveira
Direção de produção: Guto Lima
Direção de fotografia: Edison Fattori
Locução: Caio Pereira Oliveira
Trilha sonora:
Variações sobre o Terno de Reis: Marcelo Muniz
Ciranda: Antonieta Kraus e Marcelo Muniz
Arte do Presépio: Jone César de Araújo
Edição e Finalização: Rodrigo Dutra e Fernando Pereira Oliveira
Produção: Trinta Por Segundo
Realização: RBS TV
Nota
– Fernando Pereira Oliveira – produtor e diretor da Trinta por segundo.
– Bebel Orofino – diretora e roteirista de vídeo e TV, professora de Comunicação Social do Centro de Artes da UDESC.
– Rafael Pereira Oliveira – diretor de teatro e produtor artístico-cultural.

