Sabe aquele freela que você se dedica, dá duro para botar o job na rua, mas na hora do pagamento a coisa emperra? Pois é, você não é o único. Um grupo de publicitários resolveu ajudar um amigo “cansado de ser enrolado” a receber o pagamento de seu freela.
Por meio de uma campanha intitulada “Pague meu Freela” – que conta com site, vídeo no Youtube, fanpage, Twitter e G+ – os criativos resolveram utilizar a web por uma boa causa.
No vídeo da campanha, digno de dar inveja a qualquer repórter investigativo do Fantástico, a silhueta do criativo surge e, com voz distorcida, ele reclama que o job aconteceu, mas o pagamento que é bom, nada. “Eles já deram tantas desculpas. […] Disseram que minha conta tava com algum problema”, reclama para ressaltar que o problema é que não há dinheiro nela.
Os publicitários prepararam 9 mensagens para enviar ao email geral, financeiro e para o CEO da empresa que está devendo o freela para o rapaz. “Com sua ajuda poderemos entregar o máximo possivel dessas mensagens”, diz o texto do site.
Ao Adnews, eles explicaram a iniciativa. “‘Adiaram para o próximo mês’. Foi lendo essa frase milhares de vezes que surgiu a ideia de inovar até mesmo na cobrança do pagamento de um freela”, dizem. Tudo foi criado partindo de uma necessidade real de um amigo que “estava cansado de ser enrolado”.
“A ideia surgiu durante uma conversa no Whatsapp, e a frase ‘bora fazer uma campanha pra pagarem seu freela’ foi suficiente para fazermos dessa ideia uma realidade”, contam.
O objetivo, explicam, é receber o freela. “Não tem nada subliminar na mensagem, tudo isso foi feito a partir de um problema real do nosso cotidiano. Só depois de lançarmos que percebemos a quantidade de pessoas que passam por essa mesma situação. E assim sendo, estamos pensando se conseguimos, de alguma forma, ajudar essas pessoas”, afirmam. O site da campanha possui um campo de e-mail para que o internauta acompanhe o desfecho do caso.
“Rafael Fidelis é o nosso protagonista. É desenvolvedor web e foi o cara que provocou isso tudo, reclamando quase que diariamente sobre o adiamento do pagamento do seu freela pra seu amigo, Guilherme Salles. Guilherme, publicitário, sugeriu fazer a campanha do ‘Pague meu Freela’, afinal parecia ser o único jeito de chamar atenção da empresa”, contam.
Após isso, ainda não completamente confiante, os dois apresentaram a ideia para alguns amigos. Eder Pessoa, também publicitário, foi um dos profissionais que apoiou a causa e decidiu ajudar em toda a produção da campanha. “Também surgiu o apoio de Victor Augusto, que é especialista em UX e nos ajudou na produção do vídeo. Dividimos as tarefas e viramos algumas noites, tudo pra deixar a campanha redonda até segunda”, explicam.
Rafael, Eder e Victor possuem emprego fixo e complementam a renda com freelas esporádicos. Guilherme é o único que está apenas freelando atualmente.
É bom lembrar que dois dos quatro participantes dessa campanha já idealizaram outro viral, o Tubby, que foi um grande sucesso no final do ano passado. “A diferença é que desta vez não existe trollagem nenhuma”, ressaltam.
Com 12 horas no ar, o resultado do “Pague meu Freela” é considerado bom pelos organizadores. Com 12 horas no ar, eles já atingiram a marca de quase 6 mil apoiadores, 16 mil visualizações de páginas (com 13 mil usuários únicos), e uma fanpage beirando os 1,5 mil likes. O engajamento maior aconteceu nas regiões Sul e Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Esperamos conseguir o objetivo final em breve, que é o pagamento do valor acordado. Vamos continuar atualizando o site e fanpage até que o caso seja resolvido”, completam.
Eles dizem fazer tudo por acreditar que aquilo é relevante para eles mesmos e para as pessoas. “Adoramos ver ideias sendo colocadas em prática. É muito legal ver a reação da galera quando algum paradigma é quebrado. A ideia também é incentivar as pessoas a realizar seus projetos. Mostrar que é possível levar suas ideias para o mundo e ter o apoio das pessoas. A internet está aí pra ser usada a nosso favor”, finalizam.
Confira o vídeo da campanha e visite o site aqui:

