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A porta foi arrombada.
03 de Maio de 2020

A porta foi arrombada.

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por Juarez Beltrão*

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O mundo dos negócios deu uma freada forte e brusca. Alguns conseguiram se segurar, outros caíram e vão se levantar aos poucos. E muitos, infelizmente, não irão mais se levantar. Esse é o resumo, e se encaixa em diversos segmentos.

No mercado publicitário catarinense, e mais especificamente da grande Florianópolis, por ser um mercado até então bastante dependente de verbas públicas, a situação já vinha se deteriorando desde 2018.
 

O modelo de negócio já vinha sendo questionado, e se mostrava exaurido. Algo precisava ser feito, e rápido.
 

As licitações e verbas públicas eram a única esperança para ganhar tempo. Mas os cancelamentos e paralisações sucessivas agravaram, e muito, o problema de muitas empresas dentro do ecossistema agências, veículos e fornecedores.
 

Os reflexos da pandemia definiram em poucos dias, um novo normal, com as equipes que ainda tinham clientes ativos, trabalhando em regime de home office, e dando conta de entregar os Jobs no prazo. Os fornecedores, da mesma forma, se desdobrando para orçar e continuar a fornecer. Fornecedores de todas as partes do estado e do Brasil, jogaram suas redes na web, tentando pescar serviços em todos os mercados, aumentando ainda mais a competição, e jogando os preços pra baixo. A transformação digital que ainda estava nos planos de muitos, bateu na nossa porta, ou melhor, arrombou a nossa porta.
 

Muitas demissões já aconteceram, e mais virão por aí. Empresas encerraram as atividades. Difícil termos os números reais desse movimento, feito por agencias, fornecedores e veículos.
 

Impossível prever exatamente o que vai acontecer, e quando vai acontecer. Mas definitivamente não será mais como estava em janeiro e fevereiro de 2020. As estruturas físicas serão repensadas, as equipes serão
redimensionadas, os clientes que sobreviverem também repensarão totalmente a sua forma de atuar e se comunicar com seus clientes. E as empresas de comunicação que sobreviverem e que conseguirem se reinventar, terão sua forma de gestão definitivamente alterada. Os salários serão ainda mais reduzidos, todos os custos serão revisados pra baixo, e as empresas serão “presididas pelo caixa” da empresa.

 

Uma coisa ficou muito clara: as marcas fortes e relevantes e que já tinham compreendido a importância da transformação digital, essas conseguirão sobreviver, e sairão primeiro da crise. Boa sorte pra todos nós.

*Juarez Beltrão, 60 anos, empreendedor com 40 anos de vivência na comunicação. Sócio fundador da Flexy negócios Digitais e da BeltrãoMazzuco Comunicação. Atual Presidente do Conselho Deliberativo da ADVB/SC.

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