Um dos grupos de comunicação mais importantes da Região Sul, historicamente parceiro das agências de propaganda, que sempre zelou pela boa qualidade da comunicação de suas marcas e valorizou o bom trabalho das agências, está dando um exemplo ruim ao mercado com o estilo de concorrência que abriu nesta semana. No lugar de selecionar duas ou três agências e realizar uma concorrência entre elas, abriu um leilão como se estivesse cotando a compra de guardanapos, tijolos, papel higiênico…
O AcontecendoAqui teve acesso ao “convite” enviado ao mercado e que está gerando várias reações. Vejam parte do convite e a abordagem:
“Prezada agência,
Solicito cotação para a criação de campanha de um projeto multimídia xxxxxxx envolvendo os meios 1, 2, 3, 4 e 5.
As informações para nortear a criação do orçamento seguem abaixo:
seguem 4 linhas com a orientação
Observação: Para a produção de vídeos e spots, será contratada uma produtora.
Para participar da cotação, solicito que o orçamento seja enviado até o dia 20/03.”
É do conhecimento geral que tudo mudou no mundo da comunicação. Nada e ninguém escapou da disrupção. Em nossa região a situação também é séria e algumas agências têm sido obrigadas a fazer concessões que até pouco tempo eram impensadas, para continuar ativas. Até quando? Outras, as que conseguiram encontrar um modelo de negócio adequado a este momento, estão resistindo a essa pressão pelo “menor preço e a qualidade eu vejo depois”.
Ao se verificarem atitudes como essa que está ocorrendo em Santa Catarina, surge uma enorme interrogação? O que estaria levando empresas a diminuirem o sarrafo para a qualidade da sua comunicação? Principalmente por parte de empresas longevas, competentes, admiradas e que até então ostentam o titulo Top of Mind em suas categorias. Estariam elas também sendo cotadas pela mesma forma?
