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Novas tendências e realidade do cliente: como equilibrar a equação?
23 de Outubro de 2014

Novas tendências e realidade do cliente: como equilibrar a equação?

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Por Luiz Marca*

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Novas tendências e realidade do cliente: como equilibrar a equação?

Pare por um minuto e pense em quantas novas tendências, manuais de boas práticas e jargões você já leu em artigos especializados. Não é preciso muito, basta acessar qualquer portal do segmento para conhecer uma nova tendência, uma nova rede social, ou descobrir que alguma delas já não é mais a bola da vez, além de ampliar o vocábulo com termos recém-criados, ideias recondicionadas e conceitos – muitas vezes – inaplicáveis num olhar mais regional. Não que seja condenável, pelo contrário, dispor de novas ferramentas e possibilidades pode ajudar o profissional de marketing a atingir seus objetivos. Mas também pode atrapalhar, pois o excesso de opções pode tirar o foco do que realmente precisa ser feito.

Sem entrar no âmbito da qualidade da formação, mas indo em direção ao comportamento dos “nativos digitais”, a questão acaba esbarrando em uma notável síndrome de novas tendências. Com inúmeras possibilidades pela frente, é comum tentar trilhar caminhos diferentes. As informações estão a mil e a empolgação na mesma proporção. Até aí, nada de mais. O erro está em querer aplicar todas as tendências que pipocam a cada minuto num contexto que não está preparado. Desistir? Jamais!

Mais do que querer executar várias ações de marketing, atirando para todos os lados, o mais importante ainda é a estratégia que está por trás de cada uma. Montar uma estratégia significa fazer escolhas com os recursos disponíveis, por vezes escassos, por isso a necessidade de fazer boas escolhas. As decisões devem levar em conta muito mais do que o desejo de inovação e o deslumbramento pelo novo, é preciso pensar no tempo hábil e na capacidade de compreensão, maturidade e capacidade de execução.

Planejar é pegar algo definido e dividir as ações ao longo do tempo. Neste conceito, está inclusa também a preparação para receber informações de outras ferramentas, plataformas e ações. Não basta apresentar ao cliente artigos sobre as 10 tendências do mercado ou termos sem aplicação prática para determinado momento; a comunicação é uma troca constante. Então, aproveite não só para aprender sobre o cliente, vá adiante e ensine-o a fazer escolhas. Está preparado para buscar o equilíbrio?

* Luiz Marca é Diretor de Planejamento e Novos Negócios da D/Araújo Comunicação.

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