23-01-07 – Por causa do meu trabalho como mídia, recebo muitas revistas. Muitas. Não me lembro bem por que motivo, mas algumas dessas revistas eu optei por receber em casa. Talvez porque na época eu achei que ia querer ler alguns títulos com mais calma, caso das revistas de negócios. Só que atualmente, eu nem folheio mais a maioria. E eu não devo ser o único.
Nos EUA, existem pelo menos 14 revistas de negócios. Entre elas, Fortune, Forbes e Business Week. A Talking Biz News analisou alguns dados desse grupo e chegou a uma conclusão não muito surpreendente. Essa categoria parou de crescer. O faturamento publicitário dessas 14 revistas juntas foi de U$ 1,79 bilhão em 2006. Um pouquinho menor do que o U$ 1,80 bilhão de 2005. Em termos de páginas publicitárias, foram 19.915 no ano passado, uma queda de quase 2% no ano anterior. Os títulos de negócios tiveram uma performance pior do que a média das demais revistas.
Um detalhe importante. Por aqui é dificil justificar um aumento significativo da tabela sem um aumento considerável de circulação. Para cobrar mais, é preciso dar um retorno maior para o anunciante. Sem o aumento de circulação, as revistas de negócios, em média, cobraram por página de anúncio um preço semelhante ao do ano anterior.
Uma forma que esses títulos encontraram para fazer crescer seu faturamento publicitário foi levar sua marca para outras mídias. Business Week e Fortune têm programas de TV semanais. A Forbes vem investindo bastante no conteúdo exclusivo do seu site. Aliás, em fevereiro, vai acontecer o evento ‘Revistas 24/7’, organizado pela Magazine Publishers of America. Novas tecnologias relativamente baratas – associadas ao avanço da banda larga – tem transformado radicalmente a experiência da revista. O leitor tem uma expectativa diferente quando visita um site de revista – espera encontrar vídeos, blogs, wikis, comunidades e outras formas mais interativas. Mas os editores precisam entender essas diferenças. E rápido.
