A Meta lançou sua declaração de posicionamento mais clara até agora sobre inteligência artificial, apresentando a tecnologia como uma força capaz de aproximar as pessoas, e não de isolá-las.
Na iniciativa, o CEO Mark Zuckerberg publicou um vídeo de 45 segundos intitulado “The Future Is for Everyone” (“O futuro é para todos”). O filme começa exibindo manchetes negativas sobre inteligência artificial, acompanhadas de imagens de pessoas indo ao trabalho e crianças brincando. A narração diz:
“Algumas pessoas querem fazer você acreditar que a IA vai nos tornar menos conectados. Que ela vai nos deixar para trás. Nós discordamos completamente. Pode nos chamar de otimistas. Pode nos chamar de sonhadores. Como sempre fizemos, estamos apostando nas pessoas.” O comercial mostra como aplicativos da Meta, como WhatsApp, Instagram e Messenger, ajudam as pessoas a criar e fortalecer conexões.
A narração conclui:
“Vinte e dois anos e 3,5 bilhões de pessoas depois, estamos dobrando nossa aposta. Porque, embora a tecnologia mude, nossa intenção por trás dela nunca vai mudar. Pode nos chamar do que quiser, mas estamos apostando nas pessoas. E gostamos dessas chances. O futuro é para todos.”
O filme também apresenta criadores de conteúdo que construíram comunidades nas plataformas da Meta, entre eles a tatuadora Ruby Quilter, além de personalidades como Kylie Jenner e o jogador da NBA Jalen Brunson. O vídeo foi produzido internamente pelas equipes criativas da Meta e narrado por um colaborador da própria empresa. A campanha será veiculada em canais digitais e tradicionais, desde redes sociais até TV conectada (CTV). Segundo uma fonte com conhecimento da estratégia, a companhia continuará reforçando essa mensagem nos próximos meses.
Respondendo às “visões utópicas”
Na legenda da publicação, Zuckerberg afirmou que a Meta sempre teve como propósito ajudar as pessoas a “compartilhar, conectar e moldar seus mundos”. Na era da inteligência artificial, seu objetivo é “garantir que os benefícios da tecnologia sejam distribuídos para todos.” O CEO do Instagram, Adam Mosseri, também compartilhou o vídeo, assim como Denise Moreno, recentemente nomeada diretora de marketing (CMO) da Meta.
Em publicação no LinkedIn, Moreno escreveu:
“O debate sobre inteligência artificial vai desde o medo existencial até visões utópicas. Em meio a tanto ruído, é fácil sentir que o futuro caminha para menos conexão e menos autonomia. Nós seguimos um caminho diferente: acreditamos que a IA permitirá que as pessoas façam ainda mais daquilo que amam.”
Lançada lançada poucos dias antes da divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre da Meta, a comunicação está marcada para 29/7. A empresa está sob pressão para demonstrar que o investimento previsto de US$ 135 bilhões em inteligência artificial ao longo de 2026 será capaz de gerar valor no longo prazo.
Nos últimos meses, a Meta lançou diversos produtos voltados ao consumidor baseados em IA, incluindo a versão mais recente do modelo de linguagem Muse Spark LLM e os óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com Ray-Ban e Oakley.
Durante o Cannes Lions, a empresa também apresentou uma ferramenta que conecta dados de desempenho à criação de campanhas publicitárias.
Confira:
Anúncios de IA apostam na emoção
Na disputa pela preferência dos consumidores, outras empresas do setor de inteligência artificial têm recorrido à mesma estratégia tradicional de marketing adotada pela Meta: o apelo emocional. A Anthropic lançou, no início de julho, a campanha “Hope in Hard Questions” (“Esperança nas perguntas difíceis”), criada pela agência Mother e dirigida por Myles McAuliffe.
Baseado em percepções coletadas junto a 120 mil pessoas em diferentes países, o filme começa com a pergunta:
“É possível confiar na inteligência artificial?”
Ao longo da narrativa, evolui para reflexões mais otimistas, como:
“A inteligência artificial pode ajudar as pessoas a deixarem de se sentir incompreendidas?”

Foto: Divulgação
Fonte: AdWeek
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