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Mercado de Veiculação Publicitária Catarinense – 2007
13 de Outubro de 2007

Mercado de Veiculação Publicitária Catarinense – 2007

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599 milhões é o montante da Veiculação Publicitária Catarinense

05-09-07 – Foram divulgados na manhã desta 4a feira, dia 5 de setembro, em Florianópolis, os valores do Mercado de Veiculação Publicitária em Santa Catarina no exercício de 2006. Pela terceira vez o Instituto Mapa, com o patrocínio da Acaert, Adjori e Sapersc, realizou estudos junto às agências e veículos, buscando evidenciar o “Bolo Publicitário Catarinense”. A pesquisa foi realizada no período de abril a setembro de 2007.

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Acompanhe matéria realizada pelo AcontecendoAqui logo após a apresentação da pesquisa, com representantes de algumas das mais importantes entidades da propaganda catarinense.

Os Números
Total da veiculação = R$ 599 milhões
Televisão                  = R$ 295 milhões – 49,1%
Jornal                        = 116 milhões – 19,4%
Rádio                        = 156 milhões – 26,1%
Mídia Exterior           = R$ 32 milhões – 5,4%

SAULO SILVA- presidente do SAPESC-Sindicato da Agências de Propaganda do Estado de Santa Catarina

AAqui – Na qualidade de presidente do SAPESC, o que o senhor destaca desses números que foram apresentados aqui hoje?

SS – O destaque maior fica para o crescimento do bolo. Enquanto no mercado nacional houve um decréscimo em 2006, Santa Catarina obteve um crescimento que reputo expressivo. Se acrescentarmos nesse montante um porcentual em torno de 15% referentes à produção e criação chegaremos a um total de movimentação de verbas em SC em torno de 700 milhões de reais. ?? um belo número que mostra a importância da indústria catarinense da propaganda para o nosso desenvolvimento e da nossa economia

AAqui – A constatação de que 36% da veiculação não passa por agências, não o preocupa? Não é uma parte elevada do bolo?

SS – Não acho. A pesquisa mostra bem o que existe nos principais centros e basicamente em mídia exterior e televisão onde se exige mais criação e mais produção. O índice alto de participação das agências, quase 60% na média revela realmente o que se vê na veiculação. No interior, tanto em jornal quanto em rádio, a maior parte da veiculação é com diretos. Isso mostra que as nossas agências não sediadas nos grandes centros tem condições de conquistar esse mercado.

AAqui – A gente viu que os veículos empregam 7.200 profissionais. Quantos são eles nas agências de propaganda em SC?

SS – Atualmente em torno de 1000 a 1200 funcionários.

MARISE WESTPHAL HARTKE – presidente da ACAERT-Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão

AAqui – Como presidente da Acaert e uma das patrocinadoras do projeto o que a senhora destacaria desses números apresentados aqui hoje?

MWH – Primeiro o reconhecimento do mercado ao desenvolvimento do profissionalismo em todas as áreas da comunicação de SC, seja nas agências e, principalmente, nos veículos de comunicação. E, em segundo, mostrando que nosso Estado é atípico, não só em outros segmentos como também no segmento da comunicação. Temos uma capilaridade muito grande, onde os veículos são menores e destacando a importância do Rádio e da Tv aberta.

AAqui – Essa expressiva participação do meio Rádio, com 26,1% do bolo, algumas vezes maior que a participação média nacional, na sua opinião, é resultado do quê?

MWH – O novo número do mercado nacional indica uma fatia de 12% para o meio Rádio. Atribuo que essa participação elevada é porque Santa Catarina é um Estado descentralizado e com pólos econômicos bem estruturados. 82% das verbas publicitárias do meio rádio vêm diretamente do contato local e não das agências. E a pesquisa que é feita a nível nacional, é realizada somente com dados das agências. Então não é computado esse investimento publicitário que é feito diretamente para o veículo. Por isso essa diferença.

AAqui – Desse total do meio rádio quanto é verba governamental?

MWH – Pelo que tenho conhecimento das nossas transmissoras, na faixa de 2 a 3 %, no máximo.

AAqui – Alguma mensagem para os profissionais das agêcnias de propaganda?

MWH – Como sou do meio rádio, gostaria que houvesse uma atenção maior na produção dos comerciais para o rádio. Melhorar a qualidade da produção, ou seja, ao criarem seus spots e jingles, não usarem o áudio da peça de televisão, pois ele não fica entendível no rádio. Vou citar um material recém colocado no mercado sobre a Lei Maria da Penha, que fala sobre violência contra a mulher etc., onde no áudio na televisão apareciam as mulheres apanhando e machucadas. Não dá, né?

DERLY MASSAUD DE ANUNCIA????O – Secretário de Comunicação do Governo do Estado de Santa Catarina

AAqui – Na sua entrevista que publicamos no mês de julho, o senhor dizia que o Governo de Santa Catarina investe anualmente algo em torno de R$ 50 milhões. Hoje vimos aqui uma projeção do ???bolo publicitário catarinense??? na faixa dos 600 milhões. O Governo representa 8% dessa veiculação publicitária catarinense?

DMA – O que vem demonstrando os três levantamentos realizados é que o governo fica entre 8 e 10%. Leia-se Governo Estadual. Evidente que nesse número deve ser considerado os investimentos municipais e eventuais investimentos federais. Eu acredito que juntando os três segmentos públicos esse número deve chegar a 15 ou 16%.

AAqui – O senhor destacaria algum item dessa apresentação.

DMA – Uma concentração elevada do meio televisão que tem quase 50% do bolo publicitário e somente 13% da mão-de-obra empregada. Então realmente isso aperta outros segmentos como o meio jornal e o meio rádio.

AAqui – O senhor se surpreendeu com a participação do meio Rádio com 26,1% em Santa Catarina, quando a média nacional está na faixa dos 7%?

DMA – Primeiro: Santa Catarina é um Estado diferenciado. Segundo: o levantamento da Intermeios, que conheço e acompanho, por falta de informações das rádios que não enviam seus dados, por vários motivos, termina prejudicando o próprio meio que joga para baixo o porcentual de participação. Acredito que o meio rádio no Brasil tenha um número mais elevado do que o que vem sendo divulgado.


ROSA ESTRELLA – presidente das ABAP-SC

AAqui – O que a senhora destacaria desses números aqui apresentados?

RE – A participação de cada meio não me surpreende porque, na verdade, a maior participação do meio televisão é natural. O que me surpreende positivamente é a grande participação do meio rádio que é uma característica de Santa Catarina ter uma participação expressiva, pois a economia do Estado é muito descentralizada e isso possibilita que os profissionais dos veículos locais tenham uma importância e uma penetração grande junto aos anunciantes.

AAqui – Como a senhora viu o número elevado de veiculação direta, que não passa pelas agências?

RE – Novamente, por se tratar de um Estado onde a economia está muito descentralizada, acho natural, apesar de não concordar e achar ruim para nossa atividade. O que é preciso fazer é um movimento de todos para mudar esse quadro. Estou chegando agora na direção da ABAP aqui em Santa Catarina e tenho conversado com a direção do Sapesc procurando discutir uma série de planos e projetos para colocar em prática em conjunto com o Sindicato que é uma entidade que engloba uma grande quantidade de agências. A ABAP é uma entidade menor, que tem seus próprios objetivos, mas um trabalho conjunto poderá contribuir para essa mudança no seu devido prazo.

ANUAR PEDRO JR. – presidente da ACP- Associação Catarinense de Propaganda

AAqui – O que o senhor destacaria, como representante dos profissionais da área da propaganda, do que foi apresentado aqui hoje?

AP – O que destaco é o número grande de empregados que participam desse bolo. Nós já tínhamos uma idéia considerando a quantidade de veículos que atuam em Santa Catarina. E um detalhe muito importante, a maioria dos veículos de comunicação está consciente de que deve participar dessas pesquisas fornecendo seus dados.

AAqui – Considerando os funcionários de agências, de produtoras, os free-lancers, os informais, os terceirizados… qual seria a quantidade de empregados nas empresas que atuam na indústria da propaganda catarinense?

AP – Acredito que se acrescentássemos aos números apresentados algo como uns 60% não estaríamos muito longe da realidade.

AAqui – O que mais o senhor destacaria nesses números que vimos aqui hoje?

AP – Acho que os dados são significativos. ?? preciso repensar a forma de atuar e buscar aumentar esse bolo publicitário. Eu acredito que se todos fornecessem seus dados, com certeza teríamos números bem mais importantes, mais consistentes e realmente iria refletir com uma precisão maior todas essas informações.

JOS?? NAZARENO – presidente do Instituto Mapa

AAqui – O que o senhor destacaria para os publicitários, anunciantes, veículos e fornecedores de Santa Catarina, no resultado deste ano?

JN – Em relação aos publicitários nós diríamos que agora podem fazer seus cálculos porque eles têm os números da veiculação. Eles colocam o porcentual daquilo que lhes compete e, então, estica esse nosso bolo do mercado publicitário. Hoje mostramos os números da veiculação. Mas o bolo é maior do que isso. Mas esse é o ponto de partida pelos dados mais consolidados que nós temos. Outro aspecto importante é que na 3ª edição se consolida uma coisa: realmente o meio rádio tem uma participação acima da média dos números nacionais.

AAqui – De quanto é a participação do Rádio no ranking nacional?

JN – O último levantamento da Intermeios fica na faixa de 7,6%, mas está aumentando. E um detalhe é que a pesquisa Intermeios tem uma informação resultante daqueles números que são mandados para lá. E são mandados também via agências. E as agencias normalmente trabalham um pouco menos com rádio como a gente vê na nossa pesquisa. A produção direta no meio rádio é muito grande, então isso pode ter um número que até nacionalmente não seja aquele no bolo total.

AAqui – Ao que o senhor atribui essa grande participação do Rádio em SC?

JN – Pelas características econômicas, pelo tipo de comunicação que se faz nesse meio sócio econômico diferente de SC. Ou seja, não existe aquela participação tão forte e centralizadora da metrópole, da Capital, embora seja importante olhar o que é gerado pela capital. Mas essa diversificação, essa interiorização que acontece há muitos anos em SC leva a esse tipo de comportamento.

AAqui – Como o senhor acha que os anunciantes encaram esse levamento?

JN – Eu acho que eles começam a perceber a dimensão dessa economia, dessa parte que eles são na verdade também dependentes e passam por uma visão pouco melhor desse mercado e quantas pessoas ele emprega, quantas pessoas estão envolvidas nisso tudo e quanto esse meio, também pela sua evolução na cena histórica já de 3 anos, ele está evoluindo e o quanto ele significa financeiramente.

AAqui – O senhor não acha que com esses números que, somados aos de produção e outros ganhos das agências, chegaríamos a 700 milhões por ano, o setor da propaganda poderia estar sentando mais vezes com entidades como a FIESC?

JN – Eu acho que essa colocação é muito importante. Esses números mostram a importância do setor e, realmente, esses conselhos de entidades de classes fortes também se incluem no trem de comunicação, que é muito forte e, logicamente, não é só forte nesses números que mostramos, no aspecto financeiro, ele é mais forte ainda como terceiro setor

AAqui – Uma coisa que chamou a atenção é o numero baixo de empregados numa indústria que produz R$ 700 milhões por ano. 7.200 empregados não é pouco?

JN – Neste caso estamos só considerando aqueles que são empregados efetivos. Não incluímos os tercerizados, os freelances e esse numero não sabemos mensurar ainda, pois é informal. E nós não estamos considerando as agências de publicidade e sim os veículos de comunicação. Então o volume todo, entre os tercerizados dos veículos mais os de agências, nos dariam um número bem superior. Mas não me arrisco a dizer quanto seria.

AAqui – E as informações que seu Instituto obteve, são suficientes para projetar esse montante?

JN – Eu gostaria de poder diminuir cada vez mais nossas estimativas, nossas projeções. Quanto mais veículos participarem da pesquisa, mais próximo ela estaria do senso e os números seriam mais precisos. Eu sei que é um avanço, já aumentamos nossa amostra já tivemos uma maior participação, estamos tento por um esforço muito grande a cada ano. Mas precisamos de um número maior de respondentes e vamos vencer a barreira de esconder o faturamento. Eu faço questão de dizer que quando as empresas entregam esses dados, os dados individuais são completamente sigilosos, só aparecem os números globais, esse é um padrão dos institutos de pesquisa filiados a entidade nacional que seguem o regimento, o código de ética das entidades digamos assim, profissionais de pesquisa.

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