Investimento publicitário no meio TV em 2017 confirma liderança do meio
19 de Março de 2018

Investimento publicitário no meio TV em 2017 confirma liderança do meio

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De acordo com dados levantados pelo Kantar Ibope Media, o bolo publicitártio brasileiro em 2017 atingiu o montante de R$ 134 bilhões brutos. O meio Tv deteve 73,3% desse total e a TV aberta foi a que concentrou a maior parte dos investimentos, 55% do volume consolidado pelos anunciantes. “A televisão está presente em praticamente todos os lares, por isso é um meio garantido no cotidiano da população. Se o olhar recair para os últimos dez anos, muita coisa mudou, a tecnologia evoluiu e a televisão acompanhou essa evolução”, revela Rita Romero, diretora de business insights and development do Kantar Ibope Media no Brasil.
 

TV e os meios digitais
Agências e anunciantes estão em contantes buscas pelos resultados nas novas mídias, assim como na mídia tradicional, e o questionamento que a maioria faz é ‘por que será que em tempos de proliferação dos digitais esse fenômeno ainda ocorre?’ De acordo com matéria do PropMark, Fabro Steibel, professor de inovação e tecnologia da ESPM Rio, isso ocorre pela centralidade da televisão no país. “O número de pessoas que assiste à mídia não diminuiu, muito menos em volume de minutos. A televisão é essencial para alguns tipos de campanha, como uma ação de varejo a curto prazo, por exemplo, mas acredito que ela não pode ser exclusiva, pois você foca na publicidade de massa e não direcionada”, comenta Steibel.

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Já para Roberto Gnypek, vice-presidente de marketing do McDonald’s no Brasil, isso ocorre porque a qualidade do conteúdo ainda é um fator determinante para os investimentos. “O volume de conteúdo e a dispersão que outros meios geram fazem com que a televisão continue sendo relevante. Pensando no futuro da televisão, acredito que ela vai compartilhar esse conteúdo com outros meios e aplicativos onde você possa customizar e acompanhar a programação no momento em que desejar. Tudo está ligado à melhor tela disponível, mas quando você está no aconchego da sua casa ou com seus amigos, uma tela maior é importante e a televisão aberta ainda tem um papel muito significativo”, revela Gnypek.

É inegável que a televisão aberta continua sendo o principal veículo brasileiro, já que cerca da metade do país ainda não possui acesso à internet, e que ainda vai passar por muitas fases e tendências. Mas com tantas mudanças, qual será o caminho da publicidade nesta trajetória? “A publicidade é camaleônica, porque é pop, vai se adaptando aos hábitos dos consumidores. Conteúdo de qualidade, que reflita o burburinho cultural, sempre foi sinônimo de boa audiência e nós compramos audiência, independentemente do canal”, afirma Márcia Mendonça, diretora-geral de mídia da agência David.

30 segundos ou menos
Formatos diferentes dos tradicionais 30″ também são formas de atrair a atenção do telespectador durante a programação. “Se as marcas não forem suficientemente inteligentes para gerar conteúdo de interesse e que busquem a atenção do consumidor, elas vão ficar reféns dos modelos de 30 segundos, que, ao longo do tempo, podem ter uma função, mas não a de construção de marca. Para construir marcas, você precisa produzir mais conteúdo e realizar uma comunicação de massa personalizada. Então, a tendência não vai ser um comercial para todo mundo, mas um bom conteúdo para diferentes targets que são relevantes para o seu negócio. E aí, quem tiver bons fornecedores de conteúdo, agências, estratégia de mídia e data base dos consumidores para poder estratificar isso bem, vai ter vantagem neste jogo”, comenta Gnypek.  Com dados oriundos do PropMark.

 

Santa Catarina
O meio Tv no Estado catarinense também lidera o bolo publicitário estimado em R$ 1,1 bilhão ao ano.segundo levantamento do Instituto Mapa de 2015. O AcontecendoAqui convidou executivos das emissoras de Tv em Santa Catarina para comentarem a realidade do Meio TV em Santa Catarina e reproduz a seguir a opinião de dois deles:

“Aqui em SC não foi diferente, a TV segue como principal pilar da estratégia de comunicação dos maiores anunciantes do estado. Em 2017, a NSC TV manteve a sua performance de liderança no meio televisão em SC.  A emissora contribuiu fortemente para a manutenção de crescimento da audiência do painel nacional de televisão.
Nossa cobertura atinge hoje todo o Estado, garantindo a liderança de audiência em todas as regiões de cobertura. Além disso, podemos destacar a nossa programação como fator preponderante para essa força da TV em Santa Catarina, inovando e se atualizando constantemente para manter um padrão de qualidade que garante ao nosso telespectador a melhor informação e entretenimento.”

Delton Batista, diretor de negócios da NSC Comunicação.

 

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A televisão em Santa Catarina é bem feita, com as principais emissoras adotando o regionalismo em suas programações. Isso contribue para que o meio TV continue na preferência. Segundo o Kantar Ibope, nos últimos 5 anos o tempo semanal do telespectador em frente a TV aumentou em média 32% na Grande Florianópolis (Fonte: Kantar Ibope Media – Media Workstation Premium – Gde Fpolis – Média Jan a Dez 2017 x Média Jan a Mar 2012 – Ats – Base TLE.). O dado reflete no alcance e cobertura, tornando o meio mais barato no custo por mil telespectadores, com respostas rápidas e de eficiência. Com base neste cenário a expectativa para 2018 é positiva. Sabemos que investir em diversas plataformas e formatos é importante e benéfico para o negócio. Porém, a história nos prova que grandes marcas foram construídas com a força deste meio e continuam destinando a sua maior verba para a televisão, complementando em outras plataformas.

Reynaldo Ramos Júnior, superintendente do Grupo RIC Santa Catarina

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Bolo publictário brasileiro em 2017

Ranking de Agências Brasileiras – Janeiro a Dezembro 2017
     
 
Atenção: Os valores que seguem reportam o investimento publicitário dos anunciantes atendidos pelas respectivas agências. Os valores não representam a receita.

Janeiro a Dezembro 2017
Moeda: R$ (000)
Posição Agência Investimento
1 Y R 3.962.862
2 MY AGENCIA 3.741.039
3 PUBLICIS PBC COMUNICACAO 3.500.105
4 AFRICA 2.968.079
5 TALENT MARCEL 2.898.238
6 OGILVY E MATHER BRASIL 2.817.920
7 ALMAP BBDO 2.561.163
8 LEO BURNETT TAILOR MADE 2.444.309
9 Z MAIS 2.342.252
10 WMCCANN 2.217.693
11 ARTPLAN 2.122.196
12 DPZ E T 2.106.349
13 ESCALA COMUNICACAO 2.071.480
14 FCB BRASIL 1.945.479
15 HAVAS WORLDWIDE 1.828.524
16 JWT 1.755.801
17 LEW LARA TBWA 1.715.015
18 DM9DDB 1.530.451
19 AGENCIA WE 1.437.852
20 RINO COM 1.430.148
21 F NAZCA S E S 1.416.501
22 GREY 1.412.236
23 PROPEG 1.376.946
24 MULTI SOLUTION 1.302.691
25 ALTERNATIVA PROPAGANDA E PUBLICIDADE 1.262.926
26 MULLEN LOWE BRASIL 1.240.541
27 BETC 1.229.700
28 NBS 1.173.871
29 HEADS PROPAGANDA 1.108.067
30 E MIDIA PROPAGANDA E MARKETING 1.056.007
31 NEOGAMA 1.009.611
32 FULLPACK COMUNICACAO 953.701
33 SALVE TRIBAL WORLDWIDE 899.073
34 DAVID BRASIL 841.573
35 REF MAIS 793.519
36 MESTICA PROPAGANDA 714.011
37 WIEDEN KENNEDY 686.742
38 NOVA SB 673.449
39 FISCHER 628.511
40 GOTCHA COMUNICACAO E PARTICIPACOES 584.441
41 MOMA PROPAGANDA 553.063
42 MASTER PUBLICIDADE 488.627
43 PANDA AGENCIA 477.794
44 RAI COMUNICACAO 469.889
45 3A WORLDWIDE SOUTH AMERICA 439.619
46 AMPLA COMUNICACAO 380.371
47 OPUSMULTIPLA COMUNICACAO 368.884
48 JOTA COM 363.198
49 DENTSU 349.934
50 FBIZ 345.192
Faturamento das 50 agências 71.997.643
Fonte: Kantar IBOPE Media – Monitor Evolution

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