Egito pode ser a base para acessar diversos mercados, como toda a região árabe e da Europa
11-09-07 ??? O cônsul comercial do Consulado do Egito em São Paulo, Mohamed Agami Bakri, esteve nesta terça-feira (11) na sede da Federação das Indústrias (FIESC) para propor o aumento do intercâmbio entre o Egito e Santa Catarina. Ele defendeu o aumento dos negócios, a transferência de tecnologia, além de propor às empresas catarinenses que usem o Egito como base para acessar diversos mercados, incluindo não só o de seu país, mas de toda a região árabe e da Europa. Bakri participou do seminário ???Como Fazer Negócios com o Egito???, promovido pela FIESC, pelo Escritório Comercial do Egito em São Paulo, e pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CACB).
Entre as empresas presentes no encontro esteve a Raumak, de Jaraguá do Sul, que neste ano fechou a exportação de US$ 1,7 milhão para a United Sugar Company Egipt, empresa que refina açúcar comprado de países como o Brasil e Austrália, atendendo os mercados do Egito e de outros países árabes. O último dos cinco lotes, que totalizaram 40 equipamentos para empacotar e enfardar, foi embarcado no mês de julho. ???Estamos buscando parceiros no Egito para prestar assistência técnica e temos expectativa de fechar novos negócios???, disse o gerente de exportação da empresa, Rodolfo Schatz Silva.
Bakri chamou atenção para os números do comércio bilateral. As exportações catarinenses para o Egito foram de US$ 7,02 milhões no ano passado, tendo como destaques fumo e carne de frango. Já as vendas brasileiras totalizaram US$ 1,35 bilhão, puxadas por carnes, açúcar, minérios, produtos químicos e veículos. Contudo, as importações somaram, respectivamente, apenas 1,4 milhão e 37,8 milhões. ???Não dá nem para chamar isso de balança comercial, porque as vendas são todas em uma só direção. Precisamos buscar o equilíbrio no longo prazo, para que ambos os países ganhem???, disse o cônsul.
Entre os segmentos com potencial de negócio ele citou o têxtil e de calçados; o petroquímico e de gás; o farmacêutico, o de alimentos, o de telecomunicações e tecnologia da informação; além do automotivo. Especificamente para Santa Catarina ele destacou a possibilidade de importação de algodão para produção de itens diferenciados pela indústria têxtil, equipamentos médicos, couro, equipamentos para cozinhas, alimentos, tapetes e móveis. ???Aqui há o granito que pode ser exportado, enquanto o Egito tem mármores de alta qualidade que podem ser importados pelo Brasil???, exemplificou.
Entre os atrativos para investimentos no Egito o cônsul citou a existência de seis zonas francas, o acelerado ritmo de crescimento da economia (6,8% no ano passado) e o baixo nível de burocracia. ???Leva dois dias para abrir uma empresa???, afirmou.
???O seminário mostrou que temos muito a cooperar. Os números da balança de Santa Catarina com o Egito ainda são pífios. Setores como os de equipamentos eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos têm importantes oportunidades???, disse o presidente da Câmara de Tecnologia da FIESC, Alexandre Cunha, que conduziu o seminário.
O secretário geral da CACB, Michel Alaby, destacou a importância da participação de empresas brasileiras em feiras na região. Em março será realizada a Feira Internacional do Cairo.
Fonte: Fiesc
