por Daniel Martins
Quando eu era redator em Porto Alegre, no início da minha carreira, comecei a fotografar minhas viagens como forma de relaxar, de ter uma válvula de escape. Aos poucos, o que era hobby foi crescendo e os convites para viajar também. Lembro de me sentir mal quando me perguntava: afinal, sou redator ou fotógrafo? Na época, na minha cabeça, era preciso ser uma coisa ou outra. Em 2007, vim para Floripa para trabalhar na Propague. Trabalhei mais um tempo na MDO e saí para fazer um livro de fotos sobre a América do Sul. Fotografei e escrevi, e me dei conta como era bom ser fotógrafo e também saber escrever. Esse projeto abriu portas para outros projetos de conteúdo. Em 2011, criei para a Rádio Itapema o Boralá?, programetes que ficaram durante 5 anos no ar, falando de viagens de um jeito bem peculiar. Em 2014, fundei a Homem Banda, que resume um pouco o espírito do nosso tempo: múltiplas habilidades e conexões entre todas elas. Hoje a produtora é uma célula de inteligência criativa com capacidade de criar e produzir, mas, acima de tudo, de pensar. Nosso main service é o audiovisual, mas trabalhamos com tudo que orbita em torno disso. Acreditamos que a capacidade de ter boas ideias é ainda o que nos diferencia um dos outros.
Gosto muito do trecho do livro Sapiens-Uma Breve História da Humanidade- que fala da revolução cognitiva. O autor diz que o segredo do sucesso evolutivo do Sapiens foi justamente a sua capacidade de transmitir informações que não existem. Ou seja, foi a ficção que nos trouxe até aqui. O storytelling, então, é mais antigo do que imaginamos.
Descobrindo Santa Catarina, produzido em conjunto com a MFX
O Valor de quem acredita, produzida para o Badesc
Projeto Digital feito em parceria com a MDO para a Chevrolet
