Termina nesta sexta-feira, 25 de junho, a edição 2021 do Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade que proporcionou ao Brasil reconhecimentos importantes para qualidade criativa dos trabalhos concorrentes. E, no encerramento do evento, mais um inédito Grand Prix foi conquistado por uma agência brasileira. A campanha criada pela agência VMLY&R para a Starbucks ganhou o prêmio máximo do festival na categoria Glass – Lion for Change, que premia as campanhas que trazem mudanças ou impactos positivos para o mundo e costumam ter forte caráter social.
Campanha ‘Eu Sou’, da Starbucks: visibilidade trans
A peça publicitária que mostramos a seguir apresenta as dificuldades que a comunidade trans tem por causa de nomes que não condizem com seu gênero. A campanha aborda a dificuldade de se “navegar” o mundo com um nome que não corresponde à identificação pessoal.
Anunciante comemora
Na Starbucks, explica a campanha, as pessoas sempre puderam usar os nomes que escolheram (na rede, é comum que cada pedido venha com o nome escrito no copinho). A empresa, no entanto, decidiu ir além, fazendo uma campanha de mudança de nomes em uma de suas unidades para a comunidade trans. A ideia foi chamar a atenção para o problema e também para o alívio que essas pessoas sentem ao poderem ser identificadas com o nome que escolheram para si.
“Estamos honrados em ser reconhecidos com o Grand Prix pela campanha ‘Eu Sou’. Desde seu lançamento, em 2020, essa iniciativa definiu um marco na visibilidade junto à comunidade trans, bem como discussões em respeito e inclusão”, disse Claudia Malaguerra, diretora-geral da Starbucks no Brasil, em comunicado.
Casamento adolescente
A VMLY&R, aliás, foi destaque em outra campanha de cunho social, desta vez sobre casamento adolescente, que recebeu dois Leões (um de ouro e outro de bronze) em outra categoria voltada a questões sociais: Sustainable Development Goals (metas de desenvolvimento sustentável).
A campanha, realizada para a instituição Center for Child Well-Being and Development (CCWD), criou uma forma de convencer pais de vilarejos no Malawi, na África, a evitar que suas filhas se casassem antes dos 18 anos.
Com informações do Blog Mídia & Marketing, do Estadão
