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Alexis Leiria assume a direção de criação do Grupo Fórmula
27 de Abril de 2015

Alexis Leiria assume a direção de criação do Grupo Fórmula

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Publicitário com formação em Publicidade e Propaganda pela PUC-RS, Alexis Leiria deixa a OneWG onde atuava como redator para encarar o desafio de fazer a gestão do time de criativos da Fórmula. Com 20 anos de experiência em agências de São Paulo (MPM, Talent, Full Jazz), Lisboa (Publicis e Edson/FCB), Porto Alegre (Martins&Andrade e E21) e Florianópolis (OneWG, Propague e NeoVox), Alexis também trabalhou com marketing político, em campanhas para Presidente e Governador.

Foi premiado no Anuário do CCSP – Clube de Criação de São Paulo, Festival da ABP, Prêmio About Voto Popular, Festival Mundial de Gramado, Prêmio Folha M&M, Prêmio Colunistas RS, SC, PR e SP, entre outros. Foi o segundo redator mais premiado no 1º Anuário do CCSC – Clube de Criação de Santa Catarina e um dos 3 melhores redatores no Prêmio Colunistas Santa Catarina 2014.
Já atendeu clientes como Gol Linhas Aéreas, Postos Ipiranga, Sony Ericsson, Faber-Castell, Leroy-Merlin, SulAmérica, C&A, NET, Banco Real, Cerveja Bavária, Tilibra, Votorantim, Revistas TRIP e TPM, Probel Colchões, Clinique, Western Union, entre outros.

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AcontecendoAqui conversou com o criativo e mostra agora como ele está se sentindo no início desse desafio.
AcontecendoAqui – Como você encara esse primeiro desafio como Diretor de Criação?

Alexix – Foi algo pensado, planejado, até se tornar desejado. Eu queria assumir esse cargo há algum tempo, só estava esperando o convite certo na hora certa. Em 20 anos como redator, tive a sorte de trabalhar com muitos diretores de criação, alguns do primeiro time da propaganda brasileira. E aprendi com eles. Aprendi como ser e até como não ser um diretor de criação. Posso dizer que comecei a me preparar para ser diretor de criação desde o primeiro dia em que me tornei redator. E, pra mim, esse é o ponto: pra assumir esse cargo, precisa ter experiência profissional e de vida. Além de ter um perfil de liderança, precisa saber viabilizar e aprovar uma ideia, entender o negócio do cliente e respeitar o dinheiro dele, saber que a agência é uma empresa com contas pra fechar no fim do mês, aprender a gerenciar pessoas, ter paciência, diplomacia e tato para lidar com situações das mais diferentes. Não é uma função indicada pra quem tem 5 ou 6 anos de profissão. Eu não acredito em diretor de criação com menos de 30. Por isso, só me tornei um depois dos 40.

 

AcontecendoAqui – A maioria das agências procura se diferenciar na criação. Quais os valores e diferenciais que você vem agregar ao time da FÓRMULA?

Alexix – A FÓRMULA, há alguns anos, vem mostrando ser uma agência com um viés estratégico muito forte. Pensa muito além do anúncio, planeja a comunicação dos seus clientes, busca a construção de marcas. É um trabalho muito bem feito, que já está no DNA da agência e vai permanecer. Mas a Rosa e o Angelo me chamaram porque querem que a FÓRMULA também esteja entre as agências mais criativas do Estado. E essa é uma proposta que me interessou. Tornar a agência mais criativa sem deixar de ser estratégica. Pensar em soluções diferentes, ousadas e inovadoras, mas com um norte, sabendo onde elas querem chegar. Fazer campanhas memoráveis sim, mas que sejam marcantes também pelos resultados que trouxerem aos clientes. Meu objetivo não é mudar a FÓRMULA, é melhorar. Mas melhorar onde ela precisa ser melhorada. Acredito que a minha experiência, a minha capacidade criativa e o critério de qualidade que adquiri em 20 anos de profissão vão ser fundamentais pra isso.
AcontecendoAqui – Você trabalhou em grandes agências de São Paulo e em 3 das maiores de Santa Catarina. Todas com coleções de prêmio na trajetória. Como você vê o prêmio na Publicidade?

Alexix – Acho prêmio algo fundamental em nossa profissão. Prêmio é bom para o criativo, afinal, quem trabalha com a imaginação, criando algo do nada, precisa de aprovação constante. Precisa de carinho, de alguém dizendo “você é bom, sua ideia é boa”. Um criativo não trabalha apenas pelo salário no fim do mês, trabalha para ver sua campanha na rua, para ouvir pessoas comentando sobre ela, para receber elogios do colega, do diretor de criação, do dono da agência, do cliente, do mercado. Um criativo que ganha prêmios é um criativo muito mais confiante e seguro da sua capacidade. Muitas vezes, um prêmio vale mais do que um aumento de salário. Mas prêmios são bons também para as agências. Se não fossem, grandes redes do Brasil e do mundo, que já ganharam todos os principais prêmios da publicidade, não continuariam a investir, todos os anos, em premiações. Não valorizariam Leões em Cannes, FIAP, NY Festivals, Anuário do CCSP. Não colocariam “Agency Of The Year Cannes” na fachada da agência. Prêmios fazem o nome da agência, impressionam marcas maduras que gostam de comunicação de qualidade, fazem agências ganhar e manter contas. Mas claro, há também o lado perverso das premiações. A começar pelo criativo que só cria pensando em prêmio, esquecendo do brief e dos objetivos do job. Continua pelas agências que fazem um trabalho de médio a ruim 98% do ano, mas param algumas finais de semana para “criar pra Cannes”. E termina no surgimento exagerado de premiações que não tem qualquer importância no mercado. Na FÓRMULA, vou buscar fazer um dia a dia de qualidade, que me permita ter peças que justifiquem a inscrição em prêmios relevantes no mercado. E que tenham chances de ganhar.

 

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