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Estudo revela como Instagram, Facebook e TikTok despertam reações diferentes
30 de Junho de 2026

Estudo revela como Instagram, Facebook e TikTok despertam reações diferentes

Cada plataforma cria um "clima emocional" distinto para assuntos como economia e criptomoedas

No Dia Internacional das Redes Sociais, celebrado hoje, 30/6, um levantamento realizado pela LatAm Intersect revela que revela que um mesmo tema pode despertar emoções completamente diferentes dependendo da plataforma em que circula.

Facebook, Instagram e TikTok criam, cada um, uma dinâmica emocional própria, influenciando a forma como os usuários percebem e reagem aos mesmos assuntos.

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A análise foi feita com base na ferramenta Emotional Climate Reports (ECR), da Delta Analytics BV, que utiliza inteligência artificial para identificar padrões emocionais em conversas públicas nas redes sociais. O estudo avaliou menções sobre temas em alta no mês de junho, como economia e criptomoedas, nas três plataformas. Para Roger Darashah, sócio e cofundador da LatAm Intersect, os resultados apontam que essa heterogeneidade tem impacto direto sobre como marcas e instituições são percebidas.

“Cada plataforma reúne comunidades, linguagens e formatos próprios, que moldam o clima emocional das conversas. Um mesmo tema pode gerar entusiasmo em uma rede e preocupação em outra. Para empresas e marcas, compreender essas diferenças é essencial, e hoje, escolher bem a plataforma é parte da estratégia, não uma consequência dela”, afirma.

Os resultados mostram que o contexto de cada plataforma influencia diretamente o tipo de emoção predominante nas conversas. A economia é um dos exemplos mais expressivos: no Instagram, 99,93% das menções foram classificadas como alegria; no Facebook, predominam expectativa (66,7%) e medo (30,06%); já no TikTok, o medo representa 72,86% das conversas sobre o tema. Embora a análise de sentimento não permita estabelecer uma relação de causa e efeito, a avaliação das publicações mais representativas sugere explicações para esse comportamento.

No Instagram, a predominância da alegria pode estar associada à repercussão de notícias como a projeção do Banco Central de crescimento de 1,6% para o PIB em 2026. O caráter positivo desse tipo de anúncio, somado ao perfil da plataforma, favorece a circulação de conteúdos que enfatizam oportunidades e perspectivas favoráveis para a economia. Já no Facebook, predominam discussões sobre inflação, juros e decisões econômicas, o que contribui para a presença de expectativa e medo. No TikTok, ganham mais visibilidade vídeos com alertas sobre riscos financeiros, golpes e incertezas econômicas, temas que podem estar associados à predominância do medo.

No universo das criptomoedas, o Facebook demonstra um forte predomínio de alegria, presente em 99,6% das interações relacionadas ao tema. No TikTok, embora esse sentimento também seja majoritário, ele aparece em um patamar menor, representando 83,31% das menções.

Entre os fatores associados, à valorização de ativos continua sendo um dos principais gatilhos, e ganha ainda mais força acompanhada de discussões sobre maior segurança regulatória, adoção por bancos e grandes empresas, expansão do uso de stablecoins em pagamentos internacionais e avanços na infraestrutura blockchain. Além da cultura própria da comunidade cripto, que costuma repercutir o mercado com humor e mensagens de celebração, especialmente em momentos de alta.

Em conjunto, os resultados mostram que, tanto na economia quanto nas criptomoedas, as emoções expressas nas redes sociais evidenciam não apenas os acontecimentos do momento, mas também a forma como cada plataforma molda e amplifica essas conversas.

“As redes sociais deixaram de ser apenas canais de distribuição de conteúdo. Hoje, cada plataforma cria um clima emocional próprio, capaz de influenciar a forma como um mesmo tema é percebido pelas pessoas. As organizações que compreenderem essa dinâmica estarão mais preparadas para construir confiança, fortalecer sua reputação e gerar conexões mais relevantes com seus públicos.”, finaliza Darashah.

 

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