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Desenhar Cenários
07 de Outubro de 2014

Desenhar Cenários

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 07 de Outubro de 2014 | Atualizado 03 de Dezembro de 2021

Uma das características mais desejadas nos profissionais dos dias atuais é sua capacidade de desenhar cenários, de criar o futuro. São esses profissionais, regiamente recompensados pelo mercado, porque se antecipam ao futuro, criando-o.

Penso que se nos lembrarmos de Steve Jobs estaremos exemplificando bem o que externamos anteriormente. Criar o futuro! E, como isso pode ser feito?

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Li recentemente, na revista Exame, que as lixeiras colocadas em toda a cidade de Boston são capazes de compactar o lixo ali depositado e, avisar ao setor competente da prefeitura quando se encontra cheio. Isto altera a programação da coleta de lixo (reduzindo os veículos em circulação) e elimina postos de trabalhos (que exercem funções repetitivas). Imaginem a economia praticada. Comparando com o Brasil só na cidade de São Paulo são 500 caminhões circulando diariamente e 3200 pessoas envolvidas na coleta de lixo.

Outro exemplo a ser citado, ainda em Boston, são os bancos de praça, nos quais você pode recarregar a bateria de seu celular. Estes bancos são capacitados a receber e armazenar energia solar. São criações como estas que criam o futuro. O que as pessoas quê criam o futuro têm de diferente?

Para que as pessoas possam exercitar a capacidade de desenhar o futuro são necessárias algumas características, que podem ser desenvolvidas. Criar o futuro implica em muita leitura, viagens, assistir a bons filmes, conversar com pessoas inteligentes (independente de nível social), pois só desenvolvemos a criatividade pelo processo de associação, portanto quanto mais exigirmos de nossos neurônios mais associações faremos e mais criativos seremos.

Para começar penso que a pergunta “para onde caminha a humanidade?” é uma boa largada. Se hoje somos 7 bilhões de pessoas caminhando para sermos 9 bilhões em 2050 algumas perguntas devem ser feitas. Haverá alimentação para todos? Como ficará o meio ambiente com a expansão dos espaços ocupados? E nossas casas? Como serão construídas? Material utilizado? E a tendência, que só engatinha, das pessoas morarem sozinhas afetará quais mercados? De que maneira? Todos serão alfabetizados? Como será a Educação? E, os sistemas de governo? Tenderão ao autoritarismo em razão do número de habitantes e das dificuldades de fazer as pessoas viverem em aglutinações gigantes? E, como ficará o trabalho? E, a geração de empregos? Como será a saúde?

Penso que há poucas pessoas preocupadas em pensar sobre o futuro, prisioneiras que são de um presente atribulado, cheio de complicações. Mas, é bom lembrar que o futuro se constrói hoje e não o fazendo assumimos o risco de consequências desastrosas. Abra um espaço em sua agenda, as vésperas da eleição (2º turno), para ver quais candidatos falam alguma coisa sobre o conteúdo desse artigo.

Boa leitura!

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