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Web Summit Lisboa 2025 | O marketing dos anos 2030 começa agora – e será guiado por ética, energia e humanidade
03 de Dezembro de 2025

Web Summit Lisboa 2025 | O marketing dos anos 2030 começa agora – e será guiado por ética, energia e humanidade

Redefinindo o Marketing na Próxima Década, por Gregory B., sócio da Search Times

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Imagem: Vocali

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O AcontecendoAqui e a Vocali Comunicação efetivaram uma parceria que contempla o compartilhamento dos principais insights captados em Lisboa, durante o Web Summit 2025, pelos três sócios da empresa: Clarissa Antunes, Rachel Sardinha e Antônio Sardinha. A empresa especializada em comunicação corporativa tem sede em Florianópolis e esteve em Lisboa em busca de conhecimento, atualização e, também, para apresentar a Be SmartAgents, uma spin off da Vocali, focada em agentes de IA, convidada a expor no evento.

Aqui no AcontecendoAqui você pode acompanhar a Série Especial – WS25 – com a publicação de seis matérias com os principais conteúdos e tendências captados em Lisboa, durante o Web Summit 2025.

Matéria 1Tecnologia mais humana, grandes números e tendências que já estão moldando o presente

Matéria 2Gestão de Crises na Era Digital: exposição de CEO durante show do Coldplay vira assunto no Festival

Matéria 3A experiência de expor no maior evento de inovação do mundo

Matéria 4Autenticidade sem filtro: a força dos conteúdos “imperfeitos” que criam comunidades e transformam marcas

Hoje, a matéria 5, que tem como autora Clarissa Antunes, sócia e cofundadora da Vocali, tem como título “O marketing dos anos 2030 começa agora — e será guiado por ética, energia e humanidade”

Aproveite.

 

Entre tantas palestras técnicas e painéis sobre IA, dados e automação no Web Summit Lisboa 2025, uma apresentação em especial conseguiu atravessar todas as camadas de tecnologia e ir direto ao ponto mais sensível do futuro do marketing: o humano. Falo da palestra “The 2030s Forecast: Redefining Marketing in the Decade Ahead”, conduzida por Gregory B., sócio da Search Times.

Mais do que apresentar tendências, Greg propôs uma mudança profunda de mentalidade: segundo ele, estamos vivendo a maior transição do marketing desde o surgimento da internet – uma virada que não é apenas tecnológica, mas emocional, ética e cultural.

Ele resumiu esse novo ciclo em cinco deslocamentos fundamentais:

● de alcance para compreensão;

● de impressões para impacto;

● de ruído para narrativa;

● de campanhas para comunidades;

● e de marcas transmissoras para marcas-ecossistemas.

A partir dessa base, apresentou as sete grandes tendências que devem moldar o marketing da década de 2030. E compartilho aqui com vocês quais são elas:

1. O fim da era do medo

Segundo Greg, por anos as marcas operaram a partir da escassez: medo de perder mercado, medo de errar, medo de não performar. Esse modelo chegou ao limite. A nova década será marcada pela exaustão coletiva e pela necessidade de reconexão. O marketing que prosperará será aquele capaz de inspirar em vez de manipular, criar vínculos reais e oferecer segurança emocional em um mundo cada vez mais instável.

2. Da demografia à dinâmica emocional

“Não falamos mais com ‘mulheres de 25 a 34 anos’, falamos com pessoas em estados emocionais distintos”, disse ele. A segmentação tradicional, baseada apenas em dados demográficos, já não é suficiente. A IA será capaz de detectar padrões de humor, comportamento e intenção, mas a leitura profunda desses sinais continuará sendo uma competência humana. O sentimento passa a ser tão estratégico como o dado.

3. O volume infinito de decisões da IA

Em um cenário em que algoritmos tomam decisões em escala e velocidade sobre preços, conteúdo, mídia e atendimento, o papel humano muda de executor para “guardião de propósito”. O desafio não será apenas programar máquinas, mas criar estruturas éticas, culturais e morais que orientem essas decisões automáticas.

4. A ascensão da economia emocional

Com a execução cada vez mais automatizada, o valor econômico migrará para aquilo que a IA não consegue substituir plenamente: ensinar, apoiar, inspirar, cuidar, curar, acolher. Marcas não serão mais valorizadas apenas pelo que vendem, mas pela energia emocional que geram nas pessoas.

5. ROE: Retorno sobre Energia

Greg apresentou um conceito que provocou forte reação da plateia: o ROE (Return on Energy) como novo KPI. Pessoas estão deixando empresas que drenam sua vitalidade emocional. Na próxima década, será indicador de sucesso a capacidade de uma marca: motivar times internos, preservar saúde mental dos colaboradores, gerar entusiasmo genuíno em clientes.

6. O fim do disfarce e a ascensão da integridade

A era da fachada acabou. Em um mundo de prints, vazamentos e rastros digitais eternos, não existe mais incoerência sustentável. Transparência, verdade e coerência entre discurso e prática deixam de ser diferencial e passam a ser condição de existência.

7. Propósito além do lucro

O lucro continua sendo necessário, mas deixa de ser o único objetivo. A pergunta central das marcas será: “Por que sua empresa merece existir além do faturamento?”. As pessoas tenderão a escolher organizações que as compreendem, fortalecem e ajam com coerência.

O novo papel do profissional de marketing

Na visão de Greg, o profissional da próxima década não vai tentar convencer: vai criar significado, conduzir jornadas humanas, gerar pertencimento e traduzir propósito em impacto real. No encerramento, ele deixou a frase que sintetizou tudo: “Parem de transformar pessoas em números. Abram espaço para um novo mundo — em que pessoas ajudam pessoas a serem pessoas.”

Porque, no fim, o futuro do marketing — e talvez dos negócios como um todo — ainda depende da nossa capacidade de sentir.

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