O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende avalia uma eventual fusão entre as operadoras de telefonia móvel Oi e TIM seria negativa para a concorrência no país.
Durante o evento sobre sobre tributação de telecomunicações, o presidente afirmou “Para nós, quanto mais concorrência, melhor, e quanto menos, pior, evidentemente”.
Ao ser questionado sobre as expectativas de consolidação do setor envolvendo as duas operadoras. “Evidentemente que tenho minhas reservas sobre uma possível consolidação”, afirmou o presidente da Anatel.
Além disso, Rezende acrescentou que não poderia e nem deveria se aprofundar sobre o tema uma vez que se as negociações entre as empresas se consolidarem, a fusão terá que ser avaliada pela Anatel.
Sobre o leilão de sobras de frequências marcado para dezembro, Rezende comentou que apesar da crise econômica do país as manifestações de interesse de investidores têm sido “relevantes e acreditamos muito no fortalecimento da infraestrutura para provimento de banda larga onde as grandes empresas não investem”, disse o presidente da Anatel.
“Nossa intenção não é arrecadatória e sim aumentar infraestrutura” disse ele.
Já sobre uma eventual elevação das taxas cobradas para o Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel), Rezende afirmou que “não há nenhuma perspectiva de aumento do Fistel e seria ruim um aumento da carga tributária”.
Questionado sobre possíveis problemas ao funcionamento da Anatel por conta de economia de gastos pelo governo federal, Rezende admitiu que a autarquia está passando por contingenciamento de recursos, mas isso não está afetando os trabalhos de fiscalização do setor.
Com informações: Reuters