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NABSHOW 2015: Google diz que conceito de mídia programática está ultrapassado
14 de Abril de 2015

NABSHOW 2015: Google diz que conceito de mídia programática está ultrapassado

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Por que uma mulher assistiria um comercial de shampoo para diminuir a careca? Por que um homem receberia durante o mesmo break comercial um anúncio de absorventes? Com essas perguntas Rany Ng, Diretora de Produtos de Vídeo do Google, apresentou o novo e inovador sistema da empresa com foco na evolução da TV e, principalmente, no retorno obtido com a publicidade.

Antigamente os Estados Unidos possuíam somente 4 emissoras de TV. Era muito fácil e prático atingir um número considerável de clientes a partir de um simples vídeo de 30”. Mas com a pulverização de canais e a chegada da Internet, atingir 100% da população se tornou uma tarefa impossível. A pergunta que todo mídia faz hoje é: Como ter a certeza do recall de um anúncio?

Mídia na nuvem
Para o Google, a evolução da TV está na migração do sistema para a nuvem. Segundo a diretora da empresa, das mais de 1 bilhão de pessoas que utilizam o YouTube mensalmente, 50% fazem usando um dispositivo móvel. Os novos projetos da empresa focam em um fenômeno que eles chamam de “A NOVA SALA DE ESTAR”, onde cada um dos membros da família usa o próprio dispositivo para assistir a mesma programação dos demais.

84 bilhões de dólares em publicidade
A projeção de receita da TV americana com publicidade em 2018 é de aproximadamente US$ 84 bilhões. Tradicionalmente, muitos desses bilhões são investidos em TVs abertas em programas de grande audiência. Enquanto a TV tradicional está comprando e vendendo um modelo arcaico de comerciais com distribuição manual dos horários e canais que dependem de inúmeros e-mails, faxes e planilhas, o Google apresenta uma fórmula eficiente, completamente automatizada: a TV PROGRAMÁTICA, uma solução digital que aumenta consideravelmente a eficiência do modelo atual.

O novo
Segundo Rany Ng, o conceito de mídia programática já está ultrapassado. “Nós somos a TV programática. Uma tecnologia automatizada e guiada por informações de compra e entrega de anúncios que vai contra o conteúdo da TV. Isso inclui TV Digital (distribuída pela Internet, dispositivos móveis e aparelhos de TV conectados à Internet) e também a TV tradicional”, garante a executiva.

Solução simples
A partir de informações captadas pelo próprio dispositivo, o sistema captura momentos que realmente importam para aquele espectador. Como uso contínuo da ferramenta, a inteligência artificial passa a entender o usuário e descobrir novos momentos importantes. A partir daí, acontece a monetização durante esses momentos, aumentando em, no mínimo, 75% da eficiência de cada anúncio.

Cautela
A TV programática tem o potencial de ser uma vitória para todas as partes envolvidas no processo: a audiência, os anunciantes e a indústria da comunicação. No entanto, o AcontecendoAqui alerta que tudo ainda é um projeto da empresa para o futuro. O Google está na NAB aproveitando este momento para convencer as grandes redes a acreditarem em sua tecnologia. “Por que mudar um processo que nunca deixou de funcionar? Simples. Nós estamos aqui para dizer que o sistema de compra e venda de anúncios de TV realmente funciona, mas ele pode ser melhor, mais simples e muito mais rápido com a TV Programática”, explica Rany Ng. Segundo ela, considerando que o projeto se baseia no uso de sistemas já existentes e funcionais como DoubleClick, AdMob e AdSense em parceria com o YouTube, a indústria mundial não tem do que temer ao implantar uma nova tecnologia inventada pela empresa.

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