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Para se manter entre os gigantes, atitudes estratégicas têm que ser tomadas a todo instante. Não é por acaso que Magazine Luiza, B2W, Mercado Livre e Via Varejo se destacam como as principais plataformas de e-commerce do país. As últimas aquisições das empresas foram a Shipp (adquirida pela B2W no dia 7 de abril), a SnmartHint e a Jovem Nerd (ambas compradas pelo Magalu).
O Magazine Luiza lidera a conta de aquisições entre os marketplaces: 16. B2W e Via Varejo fizeram quatro compras cada. E o Mercado Livre, por meio do seu fundo de venture capital Meli Fund, confirmou seis compras no período.
“Essa corrida parte da percepção de que talvez não haja espaço para todo mundo lá na frente”, diz Roberto Bellíssimo, CFO e diretor de RI do Magazine Luiza, ao NeoFeed. “Não acreditamos que esse vai ser o mercado de um só player, mas temos sido os mais ativos e estamos liderando essa onda.”
E é sobre essas aquisições que trata o relatório divulgado pelo Itaú BBA “Os marketplaces vão às compras”. No documento, os analistas do banco fazem uma avaliação das estratégias e elegem as startups que poderiam fazer sentido em eventuais novos acordos das quatro emrpesas.
Sendo elas:
B2W
- Petlove – e-commerce de produtos pet
- Intelipost e a Loggi – logística
- beautytech Beyoung
- retailtech Amaro
Magazine Luiza
- Mimic – dark kitchens
- Favo – logística
- Digitalk e Accountfy – serviços para sellers
- Iugu – fintech
Via Varejo
- Weel e Quasar Flash – fintechs;
- Take.net e Omnichat – startups de tecnologia ;
- Unbox – serviços para sellers
Mercado Livre
- R2U – realidade aumentada
- Intelipost e Loggi – logística
- Bee Tech e BizCapital – fintechs
Para que hajam essas aquisições, as empresas possuem uma característica em comum: o caixa com números que atendem ao olhar grandioso de crescimento. O Magazine Luiza levantou R$ 4,7 bilhões em um follow on no fim de 2019. Em junho de 2020, foi a vez da Via Varejo captar R$ 4,45 bilhões. No mês seguinte, a B2W aprovou um aumento de capital de R$ 4 bilhões. O crescimento das companhias se deve também ao impulso do e-commerce ocasionado pela pandemia de Covid-19 que acelerou o processo de digitalização de compra.
“Nas nossas estimativas, a penetração do e-commerce no total do varejo ficou entre 8,5% e 9% e pode chegar a 11% neste ano”, afirma Thiago Macruz, analista de varejo e e-commerce do Itaú BBA
Outras empresas
De acordo com o Itaú BBA, as iniciativas dos marketplaces estão sendo seguidas por outros segmentos do varejo, em busca de startups e ativos com perfil digital.
É o caso do grupo SBF, dono da Centauro, que, em 2020, fechou um acordo de distribuição exclusiva da Nike no Brasil, que inclui a loja digital da marca. E, ainda, a compra do Grupo NWB, dono de canais de conteúdo como Desimpedidos e Acelerados.
A Arezzo, que comprou a Reserva e criou um fundo de corporate venture, inaugurando essa estratégia com a aquisição da Troc, startup que vende roupas premium usadas. Também nesse ramo, o Grupo Soma, dono de grifes como Animale e Farm, comprou a NV, marca digital da empresária Nati Vozza.
Outro exemplo destacado é a Raia Drogasil, que também criou um fundo de corporate venture. Com o veículo, a rede já fez três aquisições. A última delas, há um mês, da Healthbit, plataforma de big data para reduzir os custos com saúde em empresas.
“Os marketplaces já entenderam que esse é o jogo para completarem seus ecossistemas”, diz Mariana Nascimento, executiva da área de investment banking do Itaú BBA. “E ainda estamos apenas no começo desse movimento”, afirma.