Nos últimos 10 anos o mercado mundial de Incentivos e loyalty têm passado por uma crise, em especial nos Estados Unidos onde os programas são avaliados pelos participantes como chatos e repetitivos. Isso ocorre porque foram totalmente dirigidos por metas e prêmios, e com muito pouco reconhecimento e uso de premiações convencionais e sem atrativos.
Para quebrar esse marasmo surge a tendência mundial de “gamificar” os programas dirigidos ao trade, público interno e consumidores. Imagine o impacto de ter seu time jogando em seu laptop ou smartphone com sua marca? A “gamificaçao” também invade os comumente repetitivos e tediosos programas de treinamento corporativos.
Apesar de não ser uma novidade, ela ainda é desconhecida pela maioria e tem a vantagem de ser facilmente implantada, graças às novas ferramentas e popularidade de redes sociais. Claro que essa tendência não é mero acaso.
Ela vem na esteira de resultados abaixo das expectativas na adesão e participação desses públicos em programas de marketing de incentivo. Segundo pesquisa realizada no mercado norte-americano, foram investidos mais de U$ 5 bi em automação dos processos de vendas, no entanto, menos de 52% dos agentes de vendas se logam nos programas, o que traz resultados baixíssimos.
Para o resgate necessário de estímulo ao processo de vendas vale utilizar os recursos de games, que hoje invadem nossos smartphones e ocupam boa parte da agenda de nossos filhos,aliado ao arsenal de rede sociais trazer tudo isso para os programas. É claro que é preciso ter alguns cuidados ao usar esta ferramenta, tais como:
– Aplicar SAPS nos games: S=Status; A=Access; P=Power e S=Stuff;
– Reduzir o tempo entre o reconhecimento e a premiação, o que amplia o número de ganhadores;
– Gamificar tem como foco o desenvolvimento de comportamentos e a criação de atitudes em comunidades, não em conhecimento;
– Promover um feedback com comunicação rápida e constante,
– Utilizar uma tecnologia eficiente.
A chegada desse conceito se faz necessário, com o atual status das plataformas tecnológicas e presença de redes sociais, cai “a ficha” de que cada negócio ou contrato fechado é também um contrato social feito entre pessoas.
* Gilmar Pinto Caldeira é sócio da Top Service e foi o fundador da Incentive House, primeira agência de marketing relationship do Brasil