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Empresas devem acelerar inovação para se manterem competitivas
07 de Abril de 2016

Empresas devem acelerar inovação para se manterem competitivas

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Inovação e tecnologoa andam juntas e fazendo a disrupção mundo afora. E isso vem criando concorrentes cada vez mais fortes para as empresas tradicionais, que para sobreviver precisam se abrir, ouvindo clientes, fornecedores e concorrentes. Este foi o recado de Luiz Rasquilha, CEO da Inova Business School, que deu palestra no Meeting Tendências e Inovação,  na última quinta-feira, 07/04.

O evento realizado na FIESC marcou o encerramento do projeto Núcleo de Apoio à Gestão da Informação (NAGI), que apoia iniciativas que contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico. Em Santa Catarina, o NAGI é coordenado pelo IEL/SC, que participa da execução em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina e o Instituto Stela.

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Para Rasquilha, as empresas devem buscar se diferenciar considerando também tendências como o envelhecimento da população, as mudanças climáticas e a desatualização do conhecimento. “A principal habilidade exigida das empresas será a capacidade de resolver problemas complexos”, resumiu.

Neste sentido, o projeto NAGI auxiliou na estruturação dos processos de inovação em 38 empresas de pequeno, médio e grande portes de Santa Catarina. Foram realizadas 212 visitas às indústrias e prestadas 616 horas consultoria individual, que se traduziram no mapeamento do status da inovação e no desenvolvimento de competências para o processo de inovação. O projeto realizou ainda missão internacional a empresas do Vale do Silício, na Califórnia (EUA). Seus cases foram expostos em painéis montados no evento.

O gerente executivo do IEL/SC, Natalino Uggioni, lembrou que o planejamento das ações e a prática constante da inovação são características encontradas nas melhores empresas do mundo. Disse ainda que, após “arrumarem suas casas” as empresas podem continuar contando com a entidade para a captação de recursos para a realização de projetos inovadores. 

O evento teve ainda com outras duas palestras de apresentação de cases de inovação. O engenheiro Luiz Rodrigues, da francesa Air Liquide, relatou sua participação na criação de um equipamento para a montagem de placas de celulares e tablets em ambientes sem oxigênio. O projeto foi acolhido pelo programa Open Air, que funciona dentro da empresa, e colocado em prática em parceria com um dos clientes. Com sua aprovação, o produto foi incluído no portfólio mundial da Air Liquide e hoje é produzido em diversos países.

A participação da Eliane Revestimentos Cerâmicos no projeto NAGI foi relatada por Sergio Ruzza, gerente de tecnologia cerâmica. Segundo ele, a empresa constatou que não tinha uma estrutura organizada para a gestão da organização e que as inovações realizadas partiam de iniciativas isoladas. Após a participação do projeto, foi criado o Criado o Comitê de Apoio à Gestão da Inovação, que é ligado à presidência e aos departamentos industrial, administrativo e comercial e tem a função de analisar as propostas de inovação e medir os resultados alcançados. – Texto – Fábio Almeida

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