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Empresário de SC cria método próprio para ensinar inglês
21 de Agosto de 2017

Empresário de SC cria método próprio para ensinar inglês

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O americano Kevin Porter fez o caminho inverso dos brasileiros que costumam matricular-se em escolas de inglês para se qualificar e empreender. Quando decidiu vir para Santa Catarina fazer trabalho voluntário, em 2005, resolveu que deveria aprender a língua portuguesa falada por aqui. Matriculou-se em um curso de idiomas nos Estados Unidos determinado a aprender. Desistiu nos dias seguintes. Não foi pela dificuldade da língua, que é uma das mais complexas do mundo, nem pela falta de interesse. “Lembro que só guardei o significado do que quer dizer ‘estou de saco cheio’, diz.

Kevin desistiu do curso pela mesma razão que a maioria das pessoas faz: a demora em obter a fluência na língua. Os dados do Instituto de Pesquisa Data Popular de 2013 para British Council confirmam: 48% dos entrevistados não seguem a matrícula porque não tem mais tempo; 17% desistem porque não conseguem aprender e 88% dos que estão prestes a começar, não querem que dure mais de dois anos. Cansado de aprender o que não precisa, o americano tomou uma atitude ousada frente às escolas – pegou um papel e caneta e criou um método próprio.

Ele pesquisou as 500 palavras mais usadas no dia a dia do vocabulário português coloquial e começou a aplicá-las. Trocou a TV de casa por uma com programação brasileira e  começou a assistir ao nosso maior produto nacional – as novelas. Em quatro meses, o americano se tornou fluente em português. “Não precisamos saber todas as 15 mil palavras da língua inglesa se um nativo usa apenas 800 a 1000 palavras no dia a dia”, defende.

Com a sua filosofia, Kevin abriu um canal no Youtube para incentivar as pessoas com o seu método. Ele se instalou em Palhoça, criou uma escola online chamada ESF Inglês, que quer dizer “Empreendedor Sem Fronteiras” e do dia para noite, alcançou mais de 3 milhões de views em um único vídeo no canal: “Como Falar Inglês Rápido – Aprenda fácil”. “A maioria dos cursos não tem como objetivo ensinar o que a pessoa realmente precisa aprender e, por isso, há tanta evasão. Na sala de aula, estudamos pouca coisa que tem a ver com a fluência. O inglês é um idioma fácil de aprender, é comercial”, comenta.

O método

A primeira parte do aprendizado consiste em um “coaching” de metas, com foco, motivação e organização para a busca da fluência. No segundo momento, busca afinidades do aluno, trabalhando seus canais de percepção e o instigando a aprender pela curiosidade. “Quando aprendemos a língua, precisamos ter 80% de imersão em canais de comunicação em inglês, como rádio, TV, podcasts, sites etc, para compreender a língua; e 20% de conversação com amigos e família – em inglês e sobre o idioma. Não é apenas disciplina, é compromisso”, avalia Kevin.

A projeção do americano é transformar a escola em uma referência de ensino no Brasil. Em três anos, são mais de dez mil alunos formados com o método do Kevin pela escola online e 11 mil estudando. Para 2017, a expectativa é aumentar em 50% o faturamento e seguir crescendo rápido – como a fluência do Kevin em português.

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