A Drag Battle escolherá a grande vencedora do concurso na final que acontece no dia 7/6 na Opium, a partir das 22h, no Centro de Florianópolis.
A segunda edição da batalha reuniu 12 artistas que performaram nas noites de quarta-feira no bar inspirado em teatros vaudeville do início do século XX. Concorrem à final as drags Anarquizza, Deusa Mystika e A Nova Hera. Além delas, haverá show com as juradas convidadas para a final Verona Moon, Sophye Gray e Bella Malkin.
A Drag Battle é uma das atrações da Opium. A cada noite do concurso, as artistas foram desafiadas a criar uma performance inédita com uma temática específica. Havia apenas uma semana para que as artistas buscassem referências para montar looks, ensaiar e criar o espetáculo que passaria pelo crivo dos jurados. “Show de Talentos”, “Militância”, “Burlesco”, “Poema de Centavos” e “Cinema” estão entre alguns dos temas das noites de eliminação apresentadas pela drag Piettra Beautty.
Na final, o primeiro lugar na batalha ganhará uma lace humana, um par de lentes especiais, um pacote de limpeza facial, um par de joias, coroa e cetro da Idealiza Rainha. Além de um ensaio fotográfico com Pedro Ambrósio, um vale-compras de R$ 150 reais na loja Estilo Maso e uma choker personalizada da Sissy Leather. A campeã poderá planejar uma noite de performance exclusiva e ganhará um quadro no hall da fama da Opium. Para a segunda colocada, o prêmio é um look assinado pela Kandy Cooper, patrocinado pela Toca do Urso. O terceiro lugar ganhará uma wig sintética.
As finalistas
Anarquizza De’la Soledade é drag há 8 meses. Sua inspiração é a beleza do caos, a força da transformação. Vem do calor da Amazônia e está aqui pra mostrar que o fogo transforma. Nascida entre Themônias, embalada na Haus NoiteSuja, em Belém (PA), carrega consigo a energia o poder que vem do Norte do Brasil. Anarquizza é uma sensação, um sentimento, você pode não a ver, mas com certeza a sente.
A Nova Hera é drag há mais de 3 anos. Nasceu em Florianópolis (SC). É apaixonada pela arte drag desde que descobriu esse universo. Formada em Comunicação, lHera atua na cena drag como performer, hostess, maquiadora e facilitadora de eventos e imersões. Para Hera, ser drag significa usar uma ferramenta de autoconhecimento que lhe permite viver e experimentar uma fantasia que sempre lhe foi negada. É uma forma de permitir e celebrar sua própria existência de maneira colorida e única.
Deusa Mystika é drag há 5 meses, mas iniciou a carreira como performer em 2009, em Florianópolis (SC), como Lady Gaga Impersonator. Desde 2021 é Mystika, seu nome não-binário, mágico, artístico e kink. É multi-artista, drag queen e drag king, alt-model, bruxa, designer de moda, diretora de arte, produtora de moda e eventos fetichistas. Sua arte assume diferentes linguagens que perpassam o campo bidimensional, chegando ao tridimensional performático. Além da Deusa Mystika, performa como o drag King Paulão Rego.
Quem são as juradas convidadas da final?
Verona Moon já abriu shows de Pabllo Vittar e outros artistas nacionais e internacionais, entre elas uma das participantes do reality Rupaul’s Drag Race. Com uma carreira em São Paulo, atualmente, mora em Santana do Livramento (RS) e performa entre o Brasil e Uruguai.
Sophye Gray é natural de Criciúma (SC), e há 5 anos faz performances. É uma drag do funk e Pop Brasil. Em seu trabalho, traz alegria e representatividade para a comunidade LGBTQIAPN+, quebrando padrões da sociedade e preconceito.
Bella Malkin é fruto de uma família drag de São Paulo chamada Weetch Haus, composta por Phionna Weetch, Merope Olfer e Verona Moon. É finalista de um dos maiores concursos de drags do Brasil, o Drag Danger. Ao longo da carreira, venceu quatro concursos.

