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Antiamericanismo ameaça gigantes globais
05 de Setembro de 2025

Antiamericanismo ameaça gigantes globais

Sinais de desgaste já aparecem

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Marcas dos Estados Unidos, historicamente beneficiadas pelo prestígio internacional de seu país de origem, enfrentam hoje um cenário mais desafiador. Com tensões políticas e culturais em alta, empresas precisam se adaptar a um contexto global menos favorável à imagem americana.

A crise do “Brand USA”

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Apesar de os EUA continuarem no topo do Global Soft Power Index da Brand Finance, sinais de desgaste já aparecem. Uma pesquisa da Morning Consult, divulgada em junho, mostrou queda na percepção internacional do país, enquanto a China registra melhora em sua imagem global.

Esse cenário representa riscos para multinacionais americanas, inclusive em mercados tradicionalmente aliados, como o Reino Unido. Algumas companhias já alertam analistas financeiros sobre os impactos de um possível aumento do sentimento antiamericano. Redes de franquias, por sua vez, podem começar a apostar em marcas locais para reduzir resistências.

Ainda que gigantes como Coca-Cola e McDonald’s mantenham vendas robustas, a tendência aponta para uma estratégia de maior localização de produtos e campanhas.

Busca por melhorias

O CEO do McDonald’s, Chris Kempczinski, afirmou à CNBC que “a aura em torno da América se enfraqueceu um pouco”. A rede, símbolo da globalização americana, agora busca fortalecer identidades locais em mais de 100 países onde atua.

Jornais britânicos destacaram alertas feitos pela Levi’s em relatórios ao órgão regulador Companies House, apontando que o “crescimento do antiamericanismo como resultado das tarifas e políticas do governo Trump” poderia prejudicar as vendas no Reino Unido. O aviso veio mesmo após resultados positivos: alta de 8,8% nas vendas e crescimento de 23% no lucro antes de impostos no primeiro semestre.

Boicotes no Oriente Médio e Norte da África

A operadora de franquias Americana revelou ao Financial Times que planeja diversificar seu portfólio, reduzindo a dependência de marcas americanas após boicotes na região ligados ao apoio dos EUA a Israel. Em 2023, o lucro líquido anual da empresa caiu quase 40%. O presidente Mohamed Alabbar afirmou ao jornal que a crise “reforçou nossa convicção de investir em marcas do Oriente Médio e expandi-las”.

Foto: Pexels

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