Pelo 3° mês consecutivo, o YouTube lidera o ranking de audiência televisiva entre as empresas de mídia, com uma participação de 12,4%, de acordo com o relatório The Media Distributor Gauge da Nielsen. Isso confirma a força da plataforma nos lares e o seu valor crescente para os anunciantes.
Esse percentual é o mais alto já registrado pela plataforma, superando os 9,6% do ano passado e os 12% do mês anterior. E as projeções são ainda mais otimistas: o YouTube acaba de fechar um acordo exclusivo com a NFL para transmitir ao vivo o primeiro jogo de sexta-feira da temporada – um marco, já que é a 1ª vez que a plataforma atua como emissora oficial de um jogo da liga.
Panorama das audiências:
• YouTube: 12,4%
• Disney: 10,7% (impulsionada pela ESPN)
• Paramount: 8,9%, com o maior crescimento mensal (+0,4%) graças ao desempenho das afiliadas da CBS
• Warner Bros. Discovery: 6,7%, favorecida pelo aumento de 58% na audiência da TNT durante os playoffs da NBA
• Netflix: 7,5%, com leve queda em relação ao mês anterior
O poder dos esportes ao vivo
Os dados da Nielsen mostram que a transmissão de eventos esportivos tem sido essencial para alavancar audiências. A Disney, por exemplo, se destacou com a cobertura do draft da NFL, do campeonato feminino da NCAA e da primeira rodada dos playoffs da NBA. A Discovery também cresceu com a exibição dos jogos pela TNT.
É justamente por essa razão que o YouTube aposta agora no esporte ao vivo, reforçando seu domínio com o acordo com a NFL.
YouTube se reinventa como TV tradicional
Além dos esportes, o YouTube também está investindo em séries roteirizadas e lideradas por criadores de conteúdo. Um exemplo é a série Alan’s Universe, inspirada em sitcoms dos anos 90. Criada por Alan Chikin Chow, a produção é gravada em um estúdio em Burbank e atrai milhões de visualizações, com um custo baixo para os padrões televisivos, cerca de US$ 120 mil por episódio.
Esse tipo de conteúdo mais longo amplia as oportunidades publicitárias, e o resultado já aparece nos números: em 2024, o YouTube faturou US$ 36 bilhões com anúncios – mais do que todas as quatro grandes redes abertas dos EUA juntas – e quase US$ 20 bilhões em assinaturas.
Segundo a Bloomberg, o YouTube pode ultrapassar a receita da divisão de mídia da Disney ainda este ano. Por isso, a consultoria MoffettNathanson o apelidou de “o novo rei de toda a mídia”.

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Fonte: WARC
