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Apple processa OpenAI e acusa empresa de roubo de segredos comerciais
15 de Julho de 2026

Apple processa OpenAI e acusa empresa de roubo de segredos comerciais

Gigante de Cupertino move ação contra sua parceira em inteligência artificial e dois ex-funcionários, alegando uso indevido de informações confidenciais. A OpenAI nega as acusações.

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Em um dos processos judiciais mais relevantes da indústria de tecnologia nos últimos anos, a Apple entrou com uma ação contra a OpenAI, empresa com a qual mantém parceria na área de inteligência artificial.

A fabricante do iPhone acusa a desenvolvedora do ChatGPT e dois ex-funcionários da companhia de apropriação indevida de segredos comerciais.

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Entre os citados na ação está Tang Tan, ex-executivo da Apple e atual chefe da divisão de hardware da OpenAI. Na empresa liderada por Sam Altman, ele ocupa uma posição estratégica no desenvolvimento de um novo dispositivo voltado à inteligência artificial, considerado um dos principais projetos da companhia.

A Apple sustenta que informações confidenciais teriam sido utilizadas de forma irregular. A OpenAI, por sua vez, rejeita as acusações e afirma que não depende de propriedade intelectual de terceiros para desenvolver seus produtos. Segundo a empresa, seu foco permanece na criação de tecnologias próprias e independentes.

Processo cita ex-executivos da fabricante do iPhone, questiona contratação de talentos da Apple 

A ação movida pela Apple contra a OpenAI detalha uma série de acusações envolvendo a contratação de ex-funcionários da fabricante do iPhone e o suposto uso de informações confidenciais no desenvolvimento de um dispositivo de inteligência artificial.

De acordo com a empresa de Cupertino, a estratégia da OpenAI para ingressar no mercado de hardware incluiu o recrutamento de profissionais com experiência em projetos considerados estratégicos.

Entre os nomes citados está Tang Tan, ex-executivo da Apple e atual chefe de hardware da OpenAI. Com mais de duas décadas de atuação na fabricante do iPhone, ele participou do desenvolvimento de produtos como o iPhone e o Apple Watch.

Segundo com o processo, uma investigação interna concluiu que Tan teria utilizado informações sigilosas da Apple para beneficiar seu novo empregador. A empresa também afirma que o executivo teria solicitado a funcionários da Apple que levassem componentes, como baterias e carcaças de dispositivos, para entrevistas de emprego na OpenAI.

A Apple sustenta que essas ações fariam parte de uma estratégia da OpenAI para acelerar o desenvolvimento de seu primeiro dispositivo de inteligência artificial por meio do acesso indevido a segredos comerciais. Na ação, a empresa afirma que a rival teria recorrido a “atalhos ilegais” diante das dificuldades encontradas no projeto de hardware.

Outro ex-funcionário citado é Chang Liu, engenheiro sênior que, segundo a Apple, teria mantido acesso a informações confidenciais da empresa por meio de um computador corporativo mesmo após sua transferência para a OpenAI.

Embora não seja citado diretamente como réu, o designer Jony Ive também aparece no contexto da ação. Ex-chefe de design da Apple e responsável por produtos icônicos da empresa, Ive tornou-se parceiro da OpenAI em projetos de hardware após a aquisição da io Products pela empresa de inteligência artificial.

A Apple argumenta que essa aproximação contribuiu para ampliar o recrutamento de ex-funcionários da companhia, destacando que mais de 400 antigos colaboradores da fabricante trabalham atualmente na OpenAI.

O processo representa um novo capítulo na relação entre Apple e OpenAI, que até recentemente mantinham uma parceria estratégica para integrar recursos do ChatGPT aos dispositivos da empresa de Cupertino. Atualmente, usuários de produtos da Apple podem recorrer ao chatbot quando a Siri não consegue responder a determinadas solicitações.

A disputa judicial também ocorre em meio a relatos de divergências contratuais entre as duas empresas. Segundo informações divulgadas anteriormente, a OpenAI chegou a avaliar a possibilidade de acionar judicialmente a Apple por suposto descumprimento de cláusulas do acordo firmado para a integração de recursos de inteligência artificial.

Até o momento, a OpenAI nega todas as acusações apresentadas pela Apple e afirma que desenvolve suas tecnologias de forma independente, sem utilizar propriedade intelectual de terceiros.

Foto: Unsplash

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