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Tragédia no Rio mostra a tragédia da comunicação no Brasil
12 de Abril de 2011

Tragédia no Rio mostra a tragédia da comunicação no Brasil

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Antônio Mello publicou na quinta-feira (07), em seu blog o que veio a ser considerado uma tragédia tanto para o estado do Rio de Janeiro como para a comunicação no Brasil.

 
Hoje pela manhã (fato), jovem do sexo masculino (fato) invade escola na Zona Oeste do Rio (fato), atira contra vários estudantes (fato), matando alguns deles (fato) e ferindo outros (fato). Em seguida ele atira contra a própria cabeça (suposição) e morre (fato). 
 
Emissoras de rádio e TV e portais de grandes grupos da mídia partem para uma cobertura sensacionalista do fato (fato), entrevistando pais e mães (de preferência estas) desesperados (fato) para conquistarem audiência (fato) e aumentarem market share (meta). 
 
O povo (essa entidade que sempre joga o verbo para a terceira pessoa, pois nunca nos inclui) gosta disso (fato?). 
 
Pelo menos é o que alegam responsáveis pela cobertura. "Se não dermos, a concorrência dá", argumentam. 
 
Porém a exposição sensacionalista de um fato, sua transformação em espetáculo midiático, pode estimular a reprodução dos fatos, como ocorre nos Estados Unidos (fato). 
 
A mídia vai encarar a suposição como uma possibilidade de mercado (fato) que talvez aumente market share (meta). 
 
Outros vão morrer (fato), mas a grande mídia se importa com tudo, exceto com os fatos (fato).

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