Em três dias de palestras e painéis, o seminário internacional destacou o pensamento colaborativo, a conectividade e a busca de novas ideias para ajudar a mudar positivamente o mundo

O seminário Social Good Brasil trouxe referências nacionais e internacionais no uso das mídias sociais, novas tecnologias, branding e inovação para o desenvolvimento social, como o consultor de empreendedorismo e inovação nas empresas Pixar, Cisco Systems e Qualcomm, Peter Sims; além de Simon Mainwaring, autor do livro “We First” e consultor de empresas como Google, General Motors e Gucci Group; e Beth Kanter, apontada como “A mulher mais Influente em Tecnologia” pela Fast Company Magazine e consultora da HP. Ao todo, foram 33 palestrantes durante os três dias de evento.
Para a idealizadora do Social Good Brasil e presidente do Instituto Voluntários em Ação, Fernanda Bornhausen Sá, o legado do seminário é promover a discussão global de inovação na transformação social para Santa Catarina e Brasil. “O Social Good Brasil integra um grande movimento global que tem comoobjetivo ampliar e difundir o uso da inovação, das novas mídias e da tecnologia com foco na transformaçãosocial. Demos um primeiro passo, com amplo reconhecimento da UN Foundation, maior difusora deste conceito em todo o mundo. O poder de mudança está na ponta dos nossos dedos”.
Segundo dados obtidos junto à organização do SGB, durante a realização, o seminário foi destaque de audiência nas redes sociais e internet. Houve 2.534 menções com a hashtag #socialgoodbr, resultando em 3,5 milhões de pessoas impactadas, mais de 300 fotos na cobertura colaborativa no Instagram e fanpage, 388 menções ao termo Social Good Brasil no Facebook, além de 11.569 fãs na fanpage e 1.077 seguidores no Twitter. No total, os três dias captaram mais de 8.000 acessos na transmissão ao vivo em português e 1.500 em inglês e 50.550 visitas no portal do Social Good Brasil.
We First
No primeiro dia de seminário, Mauro Segura, autor do blog “A Quinta Onda” e diretor de comunicações da IBM Brasil, falou sobre comportamento e comunicação na era digital. Em seu blog, Segura posta conteúdos sobre as transformações que as mídias sociais estão causando nas relações sociais e no ambiente de trabalho.
A apresentação mais esperada para a abertura do ciclo de palestras lotou o auditório do CIC com 856 pessoas. O keynote speaker e consultor de branding e mídias sociais de empresas como Google, Gucci Group e General Motors, Simon Mainwaring, focou o seu discurso na importância de tanto empresas quanto consumidores estarem conectados e usarem as mídias sociais para defender diferentes causas.
“Nos Estados Unidos, grandes empresas estão sempre sumindo porque não evoluíram com a tecnologia”, afirmou Mainwaring.
Simon Mainwaring é autor do livro “We First”, indicado como um dos melhores livros de negócios de 2011. O título de seu livro, “We First” é também uma crítica ao comportamento “Me First”, que levou à crise econômica global de 2008 e a diversas crises humanitárias ainda não solucionadas.
Iniciativas Social Good
O segundo dia do seminário contou com a presença do Aaron Sherinian, VP de comunicação da UN Foundation, que é a promotora do Social Good Summit nos EUA e da Global Conversation. Aaron trouxe a sua visão sobre o Social Good no mundo e ressaltou a importância da participação do Brasil no mesmo.
“As mídias sociais estão apresentando uma nova face da filantropia global e nós estamos escrevendo a história mundial por meio dessas mídias”, afirmou Sherinian.
O seminário destacou, desde o início, a apresentação de ideias e plataformas no país que fazem a diferença no uso da tecnologia para o bem social. No dia 7 de novembro, o painel “Histórias e Casos: tecnologia, novas mídias e pensamento inovador para a transformação social”, que foi moderado por Rodrigo da Cunha, embaixador-sênior do TEDx na América Latina, mostrou iniciativas como o site Cidade Democrática, de Rodrigo Bandeira, o Saútil, idealizado pelo Edgard Morato, o Connect to learn da Ericsson e o portal Voluntários Online.
A principal palestrante do dia 7 de novembro foi Beth Kanter, blogueira e autora do livro “Mídias sociais transformadoras”, eleita pela Fast Company Magazine como “A mulher mais influente em tecnologia”. Beth, que tem mais de 30 anos de experiência de trabalho no setor social em tecnologia, treinamento e captação de recursos, falou sobre alguns passos importantes para que as organizações sem fins lucrativos seincluam digitalmente e que estão em seu livro. “Qualquer pessoa pode mobilizar como uma ONG mesmo sem atuar efetivamente em uma”, enfatizou.
Surpresas
A premiação das ideias selecionadas na categoria Social Good Brasil do Festival de Ideias 2012, plataforma colaborativa que avalia os melhores projetos para resolução de problemas sociais, aconteceu no último dia do ciclo de palestras. A surpresa ficou por conta da participação do ex-tenista e ícone catarinense Gustavo Kuerten, que chamou os idealizadores ao palco para serem premiados. Os oito finalistas receberam cada um R$3 mil propostos como o valor de investimento-semente para as ideias.
Guga contou à plateia sobre a iniciativa de promover ideias para praticar o bem social através da tecnologia e inovação. “Acho que já foi fantástico podermos transpor as ideias de um plano abstrato para o plano virtual. O desafio agora é fazer essas ideias que circulam na rede irem para o concreto, para o real”.
Pequenas apostas
Como afastar o medo do fracasso a partir de pequenas apostas no dia-dia para desenvolver sua ideia ou projeto? O destaque para o último dia de palestras do seminário Social Good Brasil foi o autor do livro “Little Bets – How Breakthrough Ideas Emerge from Small Discoveries” (em português “Pequenas apostas – como ideias inovadoras emergem de pequenas descobertas”), Peter Sims. Seu bestseller foi considerado um dos seis melhores livros para empreendedores pelo Wall Street Journal e um dos melhores na literatura de negócios pelo The Washington Post, Inc. Magazine e AmEx.

“Pequenas apostas são ações concretas para descobrir, testar e desenvolver ideias alcançáveis e factíveis.Começam com possibilidades criativas que são trabalhadas e refinadas, e são particularmente valiosas em ambientes de incerteza, para criar algo novo ou para resolver problemas abertos”, explicou Sims.
Veja aqui a cobertura fotográfica colaborativa dos participantes no Instagram.
Saiba mais sobre o Social Good Brasil aqui
Fica aqui o agradecimento do Acontecendo Aqui, parceiro do evento desde o seu início,a todos que acompanharam a nossa cobertura e o convite da Fernanda Bornhausen Sá, nossa colunista e também uma das promotoras do Social Good Brasil, para que continuem participando desse programa que já tem a adesão de milhares de pessoas no Brasil e no mundo.


