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Sites somam cliques e faturam milhares de dólares com notícias falsas
05 de Janeiro de 2017

Sites somam cliques e faturam milhares de dólares com notícias falsas

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Sites que imitam a aparência e a linguagem do jornalismo profissional têm ganhado milhares de cliques e dólares com manchetes falsas na internet. A revista Veja destacou em seu site como o portal Pensa Brasil chegou a faturar 100.000 dólares (cerca de 328.000 reais) em 2015.

De acordo com a Veja, por trás dessas notícias, gente como Alberto Betto Silva, de 36 anos, faz da boataria um negócio. Morador de Poços de Caldas, no sudoeste mineiro, ele se dedica em paralelo à criação das chamadas galinhas gigantes (espécie na qual os machos atingem perto de 1 metro de altura) no sítio onde vive. No mundo digital, ele tem três sócios e dez colaboradores, que comandam uma dezena de sites, nos quais as “lorotas” aparecem misturadas a notícias fidedignas, frequentemente colhidas nos grandes portais, para ganhar cliques.

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No site Pensa Brasil, o empresário garante que chega a obter 2 milhões de acessos diários e sua empresa tem sede legal nos Estados Unidos, o que dificulta a tarefa de quem deseja processá-lo. “Cabe às autoridades do país apurar se a informação é certa ou errada”, disse à Veja. De seu teclado surgiu, por exemplo, a denúncia falaciosa contra Preta Gil de ter financiado cada docinho de seu casamento com dinheiro da Lei Rouanet, que ele conta ter sido baseada em e-mail de uma pessoa que se apresentou como parente da cantora.

O que importa para estes tipos de site é conseguir muitos acessos. Quanto mais audiência, maior é o repasse financeiro das ferramentas que vendem espaços de publicidade em massa na internet.

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