Estudo aponta Serra Catarinense como nova fronteira para investimentos imobiliários
06 de Julho de 2026

Estudo aponta Serra Catarinense como nova fronteira para investimentos imobiliários

Levantamento do Sinduscon Grande Florianópolis mostra potencial de valorização frente ao litoral

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Foto: Rancho Queimado – Secretaria de Turismo.

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Conhecida tradicionalmente pelo turismo de inverno, a Serra Catarinense começa a consolidar um ciclo de investimentos em empreendimentos residenciais e de segunda moradia, mantendo, porém, um dos menores valores de metro quadrado entre as principais regiões catarinenses.

É o que revela o novo Painel Imobiliário da Região Serrana, elaborado pelo Sinduscon Grande Florianópolis em parceria com a Alphaplan.

O levantamento identificou 603 unidades disponíveis em 15 empreendimentos, distribuídos entre São Joaquim, Urubici, Rancho Queimado e Bom Jardim da Serra. Juntos, esses projetos representam um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 392 milhões.

São Joaquim lidera o mercado regional, concentrando quase metade das unidades disponíveis (286) e aproximadamente 63% de todo o VGV da Serra, consolidando-se como principal polo imobiliário da região.

O estudo chama atenção, no entanto, para outro indicador: enquanto o preço médio da Serra é de R$ 663 por metro quadrado, Florianópolis registra média superior a R$ 16 mil/m², São José ultrapassa R$ 11 mil/m² e municípios vizinhos também apresentam valores bem superiores.

Na própria Serra, Urubici lidera o ranking, com média de R$ 930/m², seguida por São Joaquim, com R$ 889/m².

Para o presidente do Sinduscon Grande Florianópolis, Carlos Leite, a diferença demonstra que o mercado serrano ainda se encontra em fase de amadurecimento. “A Serra Catarinense deixou de ser apenas um destino turístico de inverno para se consolidar como uma alternativa de moradia, lazer e investimento. O mercado ainda é pequeno quando comparado ao litoral, mas os números mostram que existe espaço para crescimento consistente e valorização ao longo dos próximos anos.”

O levantamento também mostra diferenças entre os municípios quanto à dinâmica demográfica. Enquanto Rancho Queimado registrou crescimento populacional de 19% entre 2010 e 2022, São Joaquim cresceu 5%, Urubici 1% e Bom Jardim da Serra apresentou redução populacional no período.

Segundo Carlos Leite, acompanhar esses indicadores é fundamental para orientar novos investimentos. “O objetivo do painel é oferecer inteligência de mercado. Quando o setor conhece a oferta existente, os preços e o comportamento de cada município, consegue desenvolver empreendimentos mais alinhados à demanda e evitar distorções.”

Foto: Conecta SC

 

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