por Antunes Severo
[email protected]
Quando me aperto em assuntos de nossa atividade profissional, costumo recorrer a pessoas mais instruÃÂdas do que eu. E quando o aperto é semântico com todas as suas artimanhas armadas nas trasladações sofridas, no tempo e no espaço, pela significação das palavras, recorro ao mestre EmÃÂlio – que nessas ocasiões trato com carinhosa formalidade: “Olá, Miloca, tudo bem?†E, então conto pra ele qual é o meu aperto e fico na escuta só lançando provocações estratégicas para instigar sua mente maravilhosa e bondade mais do que generosa.
De nosso colóquio – quase ia dizendo brainstorming – emergiu o enfoque dessa introdução àapresentação do depoimento do publicitário Francisco Socorro, nosso estimado amigo, fraterno Comguru e profissional de carreira de grande valor: Chico Socorro.
Conheci ‘Seu’ Chico em 1980. Ele já era veterano na cidade, pois desde 1972 atendia a conta publicitária da Cia. Hering e em 1979 passara a trabalhar direto na empresa catarinense como seu primeiro Gerente de Comunicação Mercadológica. Nessa função, aliás, Chico Socorro teve de enfrentar um dos maiores desafios de sua vida profissional: a coordenação do Centenário da Cia. Hering em 1980, como ele mesmo recorda: “Esse evento histórico, de grande importância para a famÃÂlia Hering e para a empresa, ficou sob a minha coordenação, em parceria com Hans Prayon, Diretor Industrialâ€Â.
Eu, recém chegado Blumenau no inÃÂcio de 1980 levava a incumbência de dirigir a TV Coligadas que acabara de ser comprada pela RBS SC. Mas, o nosso relacionamento começou mesmo em função de uma iniciativa promovida por ‘Seu†Chico: ele liderara o movimento que resultou na criação do GPCM – Grupo de Profissionais de Comunicação Mercadológica, ao qual logo me incorporei.
As funções de Chico Socorro iam além da gestão dos assuntos de comunicação de mercado e institucional da Cia. Hering. Ele trabalhou pela ampliação do relacionamento da empresa com a cidade de Blumenau e pela qualificação dos serviços publicitários das agências locais abrindo espaço para que uma delas prestasse serviços profissionais àCia. Hering: “Quando cheguei a Blumenau, existiam pouquÃÂssimas agencias de publicidade. Uma das primeiras atitudes que tomei, agora no papel de cliente, foi a de destinar alguns trabalhos para uma agência local. Os trabalhos de maior responsabilidade permaneceram sob a responsabilidade da Denison. A escolha recaiu na agência Scriba por ser ela, na minha avaliação, a agência tecnicamente melhor qualificada naquela ocasiãoâ€Â.
Em 1985 ‘Seu’ Chico, por decisão pessoal retorna ao mercado publicitário de São Paulo, mas os seus elos com Santa Catarina, principalmente os afetivos, continuavam vivos. Faltava apenas uma proposta compatÃÂvel com o seu perfil profissional. E essa proposta veio por intermédio do empresário Roberto Costa, como registra em seu depoimento: “decidi aceitar, no inÃÂcio de 1994, o desafio de retornar àSanta Catarina e assumir o cargo de Diretor Executivo da Propagueâ€Â. Depois da Propague, Chico Socorro trabalhou na agência de Carlos Paulo, onde permaneceu até 2003.
A partir daÃÂ, ‘Seu’ Chico assume carreira de consultor de comunicação independente concentrando seu trabalho em Santa Catarina e São Paulo, preferencialmente.
Antes que lhe peça para acessar o link que leva ao depoimento de Francisco Socorro, quero fazer dois agradecimentos ao Chico Amado como o trato há já alguns anos: pelo privilégio de ser o portador de seu depoimento e pela criação da Casa da Comunicação, que embora desativada, por certo um dia voltará a funcionar. Eis o depoimento:
Fragmentos da história de um publicitário paulista que adotou Santa Catarina – para trabalhar e viver. Ou melhor, o contrário. Para ler clique no tÃÂtulo.
