Já está definida a data do relançamento da revista Manchete. O “retorno às bancas” será no dia 17 de março e, a partir dali, a versão impressa terá edição mensal.
Como em seus tempos áureos, uma reportagem sobre o carnaval carioca deve marcar a volta. E uma festa no Teatro Bloch, espaço cedido por Luiz Calainho, terá um show da casa noturna Blue Note.
Além da publicação impressa, segundo informações do Jornalistas & Cia, os vídeos das entrevistas poderão ser assistidos por meio de um QR Code na página da revista, hospedados no R7, do grupo Record, e exibidos na TV Max, na NET.
Marcos Salles adquiriu a marca no final de 2024. Ela pertencia ao empresário Marcos Dvoskin, que, por sua vez, a tinha comprado em leilão judicial. Salles trabalhou na Manchete, foi presidente de O Dia e, mais recentemente, do jornal Correio da Manhã. A experiência bem-sucedida do Correio da Manhã em relançar um título tradicional pode ter motivado o executivo a tomar a decisão.
A revista Manchete circulou semanalmente por 48 anos, até 2000, pela Bloch Editores de Adolpho Bloch. Após a extinção da empresa, ainda foi editada eventualmente até 2007. O acervo digitalizado da revista pode ser consultado no site da Biblioteca Nacional.
Grandes nomes
Por sua redação passaram Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues. O nome por trás das grandes reportagens era David Nasser, e o fotojornalismo, um de seus trunfos. Foi uma das primeiras publicações brasileiras a dar destaque para a Amazônia em suas páginas.
