A reportagem ao estilo documentário exibida pelo ‘Repórter Record Investigação’ em junho de 2015, “As eternas escravas” soma quatro premiações em um ano: Prêmio ExxonMobil, Prêmio Direitos Humanos, Prêmio Rei da Espanha e Prêmio Petrobras. O tetracampeonato foi conquistado na última semana, com a vitória na categoria responsabilidade social do evento promovido pela estatal brasileira.
Na premiação da Petrobras, 10 profissionais da emissora foram contemplados pelo trabalho jornalístico: o apresentador Domingos Meirelles, o editor-executivo Gustavo Costa, o repórter Lúcio Sturm, o editor Marcelo Magalhães, o cinegrafista Michel Mendes, o auxiliar Valmir Leite, o editor de pós-produção Caio Laronga, a finalizadora Natália Florentino e os sonoplastas Rafael Ramos e Julio Cesar.
A reportagem
Fruto de dois meses de trabalho, o especial “As eternas escravas” aborda a prática de crimes sexuais, como abuso de menores de idade, em um quilombo Kalunga município goiano de Cavalcante, a 320 quilômetros de Brasília. Além de mostrar como é a vida de quem mora na região e entrevistas com vítimas de estupros, a reportagem da Record teve acesso a documentos exclusivos e investigou a exploração e tortura de crianças descendentes de escravos.
O material produzido surpreendeu até mesmo o apresentador do ‘Repórter Record Investigação’. Ao anunciar aos telespectadores o conteúdo, Domingos Meirelles fez questão de dizer que a pauta resultou nas histórias mais perturbadoras que acompanhou em seu mais de meio século de carreira no jornalismo. O assunto não perturbou apenas o âncora, mas também deputados estaduais de Goiás, que chegaram a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os abusos cometidos no quilombo.
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