A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou no último dia 21 de janeiro o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2015. O estudo revelou que em 40% dos casos de violência, os agressores eram agentes do Estado, principalmente policiais militares ou legislativos.
No ano de 2015, 109 109 jornalistas foram assassinados no exercício da profissão em todo o mundo. No Brasil, foram duas mortes e 135 casos de violência, como agressão física e cerceamento de liberdade por via judicial. O país também registrou assassinatos de cinco radialistas, dois blogueiros e dois comunicadores populares.
“O mais triste é o aumento do número de casos em relação ao ano anterior. É lamentável que esse grande número de casos de agressão ainda ocorra e que, em vez de diminuir, o número aumente. Isso é um problema e nós precisamos estar atentos, assim como as autoridades e a sociedade precisam estar atentas. Nós não admitimos nenhuma justificativa para agressão a jornalistas”, destacou a vice-presidente da Fenaj, Maria José Braga.
Policiais militares ou legislativos lideram a lista de responsáveis pelas ocorrências, com 20,44% dos casos, seguidos de políticos ou seus assessores e parentes, com 15,33%. Os outros agentes do Estado que aparecem entre os agressores são juízes ou procuradores, com 4,37% dos casos.
De acordo com a vice-presidente da Fenaj, a denúncia pública dos casos é o primeiro passo para combater as agressões e a falta de punição para os culpados. “A impunidade é o combustível da violência contra os jornalistas. Temos poucos casos solucionadas, com culpados condenados, entre eles os do Tim Lopes e do Santiago Andrade”, afirmou.
Confira o relatório completo aqui.
Com informações do Comunique-se.
