Quatro encontros com FHC
04 de Julho de 2011

Quatro encontros com FHC

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Fernando Henrique Cardoso está recebendo merecidas homenagens pelos seus 80 anos, o que me faz perceber que tive o privilégio de encontra-lo quatro vezes. A primeira quando, candidato a prefeito de São Paulo, foi a um comício preparado pelo seu partido, que era então comandado pelo vice-governador, para quem nossa agência trabalhava, e eu fazia parte da comissão de recepção. Foi tudo muito confuso, houve atrasos e desencontros e quem mais apareceu foi Quércia como, aliás, sempre acontecia. Aquele encontro mostrou um político talvez ainda verde, mas com grande carisma (posteriormente comentou-se que havia sido traído, naquele evento e em outros, por seus próprios companheiros). Na segunda vez, FHC era Ministro das Relações Exteriores e fomos apresentar-lhe um projeto de recuperação da imagem brasileira no exterior que ele, entusiasmado, passou para seu embaixador Rubens Barbosa dar continuidade. Mais tarde, Ministro da Fazenda, teve a gentileza de nos receber em um fim de semana em São Paulo, para ouvir e opinar sobre um projeto que julgávamos de interesse nacional. Finalmente, já presidente, teve um encontro em Brasília para tratar dos interesses de crianças e adolescentes, ao qual participei representando a Fundação Abrinq. Repito, considero um privilégio ter vivido esses poucos momentos, que só reforçaram em mim a imagem de homem público do mais alto nível.

O novo Pelé.
Veja da semana passada publicou matéria sobre Neymar, com direito a foto no estilo de David Beckham, colocando-o no mesmo nível de Pelé. Ora, quem teve o prazer de ver o maior jogador do mundo em ação e viu o jogo contra a Venezuela, deve estar pensando que a referida matéria é onírica ou faz parte de jogada de marketing, envolvendo salários, transferência, marcas e outras coisinhas que pouco têm a ver com o futebol jogado no campo. É o que eu penso, e só o tempo vai dizer quem tem razão.

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Esta vaga não é sua.
Dia destes estava indo ao supermercado Imperatriz de Coqueiros, que tem do lado de fora duas vagas reservadas – uma para idosos e outra para portadores de necessidades especiais. A de idosos estava ocupada, como sempre, então  passei pela outra em busca de uma vaga quando alguém, numa manobra veloz, estacionou ali, o que me fez parar para ver que “deficiente” fazia aquela façanha. Saiu do carro, lépido, um jovem a quem interpelei, dizendo que ele não podia parar ali. Meio desconcertado, voltou, abriu a porta e perguntou se eu queria estacionar, ao que respondi que não, porque graças a Deus não sou “deficiente”. Fui em busca da minha vaga e, ao entrar no mercado, vi que o tal jovem já estava saindo, sacola na mão, para o carro que afinal não havia tirado da vaga. Possivelmente deve ter pensando (se é que pensou alguma coisa) “é só por um minutinho, que diferença faz?”

Para o jovem infrator e para todos que pensam como ele pode ter pensado, aqui vai um vídeo para ser visto e repassado:

 

Será que a Rússia não quer trocar com o Brasil?
Daqui a três anos, a Brasil estará recebendo a Copa do Mundo. Ainda não se sabe onde será a abertura, está tudo atrasado, as tretas estão em andamento, corremos o risco de fazer um papelão internacional.


Mas não precisaria ser assim – vejam este vídeo promocional da Rússia para a Copa da FIFA de 2018. Está tudo ali – as cidades, estádios, hotéis, atrações. E para o que ainda está não está pronto, mostram os prazos de término.

 

Em outras palavras, parece que a Rússia está pronta para sediar a copa de 2014 e, se quiser trocar, pode ser que estejamos nós prontos para a de 2018. Ou não, como diria Caetano Veloso.

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