por Ivanir França
Em dezembro de 2012 será lançado o primeiro filme com o dobro de qualidade visual a que estamos acostumados. O longa da franquia – O Hobbit – baseado no livro homônimo de J.R.R Tolkien superará tudo o que se apresentará até dezembro na 7ª arte.
Atualmente todos os filmes são gravados com imagens em 24 quadros por segundo, ou seja, com tempo de exposição de imagem há 1/24 frames por segundo. Esse sistema é padrão desde o século 20, (antes disso, tínhamos as gravações cinematográficas feitas em 16 quadros).
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada foi gravado com câmeras Red EPIC que possibilitaram a gravação em 48 quadros. Segundo sites especializados em cinema a cada dia de gravação foram produzidas entre 6 e 12 Terabytes de imagens.
O fato de até agora não termos vivenciado essa experiência visual, acima dos 24 quadros, é que há um custo muito alto para a rodagem e, alguns pormenores técnicos como a limitação da abertura do obturador no valor máximo de 41,6 ms.
Contudo com a entrada da tecnologia 3D ao cinema tem-se a captura infinitesimal, ou seja, não há tempo de exposição, fazendo com que cada quadro seja mais leve, em outras palavras a película 3D torna-se atemporal. Segundo o especialista Mike Andrawes, a partir de uma screenshot, ou seja, de uma animação em 3D, você não é capaz de dizer se algo está realmente se movendo.
Segundo opiniões de diretores e participantes da CinemaCon (convenção para exibidores): o filme é uma mudança radical, além do que se esperava. Segundo relatos dos participantes da convenção a experiência de 48 quadros pode tornar-se chocante, pois a impressão que se tem ao ver o filme é de olhar para a vida real.
Trailer do filme:
