Publicidade
Radiodifusores aprovam metodologia do Kantar Ibope que usa e-mail mas pedem transparência no resultado
22 de Março de 2016

Radiodifusores aprovam metodologia do Kantar Ibope que usa e-mail mas pedem transparência no resultado

Publicidade

A Kantar IBOPE Media, além das entrevistas pessoais (indivíduo no domicílio) e entrevistas por telefone, a partir de janeiro vem usando questionário online na metodologia de medição de audiência de rádio. Essa inovação foi desenvolvida em parceria com o comitê nacional de clientes de rádio, que reúne cerca de 80 representantes de emissoras das 13 praças regulares aferidas pela Kantar IBOPE Media. Com essa medida, 20% das entrevistas passaram a ser realizadas pela internet. A Kantar garante que a medição de audiência de rádio não interfere na quantidade de pessoas pesquisadas nas praças onde há a substituição de parte da amostra atual pela abordagem online.

Florianópolis
Na Capital catarinense, além de Vitória e Goiânia, o montante de 20% de entrevistas realizadas pela internet será somado ao atual número de abordagens domiciliares. Com esta ampliação, essas praças passarão de uma média anual de 15 mil para 18 mil entrevistas. “A iniciativa faz parte de nosso plano em fornecer análises mais detalhadas e granulares nestes mercados”, informa Melissa Vogel, diretora executiva Multimídia da Kantar IBOPE Media.

Publicidade

O que dizem os profissionais das grandes redes de rádio
AcontecendoAqui conversou com diretores de rádio das principais praças pesquisadas pela Kantar Ibope Media para saber deles o que muda com essa inovação. Quais benefícios para as emissoras e os anunciantes? Posição no ranking de audiência. Credibilidade nos dados respondidos por e-mail. Aumento da audiência do meio Rádio, etc. Leia o que eles disseram:

===========================
Acácio Luiz Costa – Diretor Executivo na Rádio Estadão
“O Rádio precisa de um instrumento que demonstre aos “decisores de mídia” – informações concretas, com aquilo que já sabemos – sua relevância para a sociedade e especialmente, para os milhões de ouvintes. Se não, vejamos o Rádio está presente em 96% dos domicílios brasileiros e em algumas cidades 98% dos lares. E paradoxalmente, o IBOPE informa que na cidade de São Paulo com quase 13MM de habitantes, o “número de ligados é de 3.5MM de pessoas”.
Temos cobrado do IBOPE um aperfeiçoamento e melhoria da metodologia – questiona, recall, locais de consumo do meio (inclusão da audiência na internet) e etc. 
A primeira medida em anos foi, a partir de Janeiro de 2016 o Ibope alterou a seleção da amostra para 80% da pesquisa destinada aos questionários aplicados em Domicílios e 20% através da Internet.
O período é muito curto para qualquer conclusão. Mas, notamos um crescimento entre 2 e 3% do Total FM, com isso houve também crescimento para algumas emissoras, porém não significativos e sem grandes mudanças no ranking geral e de alguns segmentos de programação. Em São Paulo por exemplo, o segmento popular ainda lidera, a Alpha FM estacionou na 4ª colocação. Uma emissora que vem crescendo continuamente é a Cultura FM.
Penso que o instituto trabalhou para que tivéssemos alguma alteração metodológica, mas ainda é insipiente. Ainda não é isso que o Meio Rádio precisa. Só acredito em mudanças quando tivermos o People Metter para o Rádio, em Real Time. E números que sejam comparáveis com os outros meios – especialmente, com o mundo digital.”

=========================
Dan Rocha – Direção Artística Paranaíba FM – Uberlândia-MG
“Sobre a mudança na pesquisa do Ibope, envolvendo as medições em internet acho positivo que a pesquisa do Ibope seja também medida através do e-mail. Hoje os ouvintes estão também acompanhando as programações, não só pelo streaming mas pelo envolvimento nas redes sociais das emissoras. É uma realidade que a internet não pode ser ignorada no nosso meio de operação. Nossa mensagem chega hoje para o ouvinte através dela e tem uma importância muito grande essa fatia de público que participa do rádio através da internet.
É mais um incentivo para que o modo de atuação das emissoras de rádio seja ampliado e evoluído, que nosso meio não pare no tempo ignorando os hábitos de consumo e comportamento do ouvinte. Com isso, diminui-se o risco de que o rádio se torne um veículo obsoleto, pois acompanhamos os novos hábitos. É uma realidade e uma necessidade essa medição e o empenho das emissoras em investir nisso. Creio que a médio prazo será muito positivo para as emissoras.

==========================
Luiz Benite – Diretor executivo Rede Massa FM – Curitiba-PR
“Depois que a Kantar assumiu o IBOPE uma série de novas metodologias baseadas em experiências mundiais foram introduzidas no Brasil. O rádio hoje vem despontando como o veículo número um em audiência e penetração. Nos EUA e Europa, em vários países, o rádio tem mais audiência que a TV. E essa tendência vem acontecendo também no Brasil. O Ibope não estava conseguindo aferir o tamanho da audiência no País e decidiu mudar sua metodologia para aprimorar e descobriu que uma boa parcela da população não estava sendo entrevistada e decidiu usar o e-mail para saber o consumo do meio rádio. Por que não conseguiam penetrar em certos públicos? Porque muita gente mora em condomínios onde o entrevistador não passa do portão. Em São Paulo, por exemplo, 20% da população não está em casa entre 07h00 e 20h00. A tecnologia está mudando as coisas e o rádio também está mudando. As pessoas estão mais ativas e o único veículo que não atrapalha em nada é o rádio. A internet levou o rádio para mais longe e era preciso haver mudanças no levantamento de pesquisa por parte dos institutos de pesquisa. 
O que espero da Kantar é que continue investindo em novos métodos de tecnologia mas que sempre dê transparência no resultado. Talvez na forma de uma auditagem ou de acompanhamento dos clientes para dar transparência e chancela de credibilidade que o Ibope sempre teve no Brasil. Atente para essa situação: qual a garantia que o Ibope dá de que aquele questionário enviado pela internet está sendo respondido pela pessoa e perfil correspondentes? Como ter certeza que no perfil adulto é realmente uma mulher de 50 anos e não um jovem quem está respondendo? Afinal, a internet é um canal para jovens. Será que uma senhora de 50 anos está conectada? Ela foi efetivamente alcançada pelo questionário enviado por e-mail? O jovem ouve rádio jovem. Será que ele tem a marca da emissora na cabeça? Como ele vai responder um questionário com uma lista de 40 emissoras? Normalmente a escolha ocorre pelas primeiras da lista. E se minha rádio estiver sorteada em 35o lugar? Será que ele vai lembrar que ouviu a minha rádio? É por isso que espero que o Kantar Ibope dê transparência na checagem, na auditoria disso. Porque a nova formatação da pesquisa já está mostrando alteração nos resultados. As rádios jovens estão crescendo bastante. A audiência geral também aumentou e isso é muito bom para o meio e confirma que o Brasil está acompanhando as tendências mundiais de mídia.”

=========================
Ligia P. Cervone de Araújo – Gerência de Marketing & Pesquisa – Rede Transamérica – São Paulo-SP
“Ainda é muito prematuro para avaliar se essas mudanças na metodologia serão favoráveis ao meio Rádio. A introdução de um percentual de entrevistas mensais online na amostra que compõe o relatório de audiência teve início em janeiro/16 e como o resultado mensal é uma média dos últimos três meses, ainda temos portanto resultados mesclados com a metodologia anterior, o que nos impossibilita de darmos uma parecer técnico e analítico sobre o assunto.”

=========================
Luiz Carlos Goedert – diretor geral da Regional FM – Florianópolis-SC
“É inegável que a revolução tecnológica que ocorreu nos últimos anos, mudou em parte da população, a forma de acessar diariamente os meios de comunicação. Mas precisamos convir que o “velho” e bom aparelho de rádio ainda é mais fácil de ligar e sintonizar, o mais barato e o mais popular. Portanto, acredito que auditar a audiência do rádio desprezando este fator, pode-se ter uma amostra duvidosa. Por outro lado, temos que admitir que não há como não incluir na medição as novas tecnologias que dispõem o que o rádio oferece. O que me preocupa no entanto, quanto a coleta dos dados de uma pesquisa, é saber se realmente o realizador da pesquisa está realizando o que promete e está disposto a abrir seus dados aos clientes para comprovar os percentuais de entrevistas via on line e presenciais”.

==============================
Daniel Starck – Diretor Proprietário do Tudo Rádio – Curitiba e São Paulo
“A mudança na abordagem da pesquisa de audiência deve resolver uma distorção que já era uma preocupação de várias emissoras, manifestada inclusive perante o instituto. Com a entrada da pesquisa via internet o Kantar Ibope Media vai atingir um público que não é alcançado pelas demais formas de abordagem. Por exemplo: hoje é comum que parte da população não tenha ou não use telefone fixo. Também é necessário considerar que existe uma parcela que não é encontrada em casa devido ao estilo de vida movimentado (trabalho, estudos, etc.), além de questões de segurança. Ou seja: existe um público de rádio que ficava fora do alcance da pesquisa. Isso deve impactar diretamente nas rádios dos segmento jovem, jornalismo e adulto-contemporâneo. Mas o ganho é geral: já são observados crescimento nos universos de diferentes emissoras. Talvez em mercados onde o “bolo” de um determinado segmento não é tão dividido entre as emissoras, poderemos ver rádios jovens ou adultas brigando pelo topo de audiência. É um dos cenários possíveis. De qualquer forma todo o meio ganha com um universo maior e passa a ter mais informações para poder buscar audiência e, consequentemente, tornar o rádio mais rentável.”

=============================
Rogério Queiroz – gerente-geral das rádios Atlântida, Itapema e CBN em SC
“Ainda é cedo para fazer uma análise mais aprofundada, mas esta metodologia híbrida, com a participação dos consumidores digitais, reflete também os diversos públicos que atingimos. Entendemos que o Kantar Ibope tem expertise em pesquisas e acreditamos que o instituto não introduziria uma alteração sem os critérios técnicos adequados para demonstrar a realidade da audiência de rádio”.

=============================

Rubens Olbrisch – presidente da ACAERT- Associação das Emissoras de Rádio e Televisão de Santa Catarina
“Considero positiva a nova metodologia do IBOPE para medir a audiência do meio Rádio. Já faz algum tempo que as emissoras se adaptaram aos novos hábitos de consumo de informações pela internet, através de aplicativos e sites, portanto, as pesquisas também precisam inovar. Dessa forma, ao ampliar o percentual de pessoas pesquisadas, utilizando questionários on-line, o instituto de pesquisa mostra que está atento a essas transformações e poderá oferecer ao mercado um perfil de consumo mais completo, levando em consideração essa nova realidade.” 

Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter