Mágica
01 de Agosto de 2011

Mágica

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Um dos conceitos de comunicação que considero mais robustos, entre todos que conheço, foi desenvolvido no início dos anos 2000 pela Leo Burnett, para a Disney.

 “Magic Happens” (Mágica acontece) – o conceito – expõe a gente, em filmes assinados pelo brilhante Joe Pitka, a um conjunto inesperado de emoções que colam na marca Disney de maneira delicada e ao mesmo tempo profunda (para aqueles que eventualmente não conheçam este trabalho, é fácil achar no youtube).

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 Pois é. Mágica.

 Em diversas oportunidades, argumentei com parceiros de negócios, que a oportunidade de se criar um relacionamento genuíno e duradouro entre cliente e marca está diretamente ligada às experiências que essa marca proporciona.

 E aceitemos ou não, gostemos ou não, somos comandados pelas emoções em quase todas as decisões que tomamos. O que chamamos de custo/benefício, ou relação preço x qualidade, quase sempre é a expressão de um conjunto de expectativas de satisfação, onde as nossas emoções driblam como um Neymar o nosso racional e constroem nossas relações de consumo, que adoramos pensar que são racionais.

Por isso, gosto de pegar carona nisso tudo e provocar a discussão que começa em questionar “qual é a mágica (experiência/vivência) que estamos proporcionando para o nosso cliente”?

E como todo mundo sabe, mágica, seja de caldeirão, de cartola e varinha ou de comunicação e marketing, tem técnica. Se não, não rola. A poção explode, o coelho não aparece e o cliente vai embora e não volta mais.

Não entendo nada de poções nem nunca tentei serrar ninguém, mas a técnica para fazer mágica na comunicação e no marketing e criar experiências positivas, começa por ouvir sempre e direito o cliente e esse é o ingrediente principal: informação.

Localizar, no conjunto de arquétipos humanos, quais são os pontos a ativar e desenvolver estratégias consistentes é papel do planejamento, que deve escrever o livro de mágicas.

Diferente do Mickey, que em Fantasia, ao bancar o aprendiz de feiticeiro, faz a maior confusão, agora é a vez dos Harry Potter da comunicação contemporânea ajudarem a construir experiências ricas, verdadeiras, emocionantes e lucrativas para seus clientes, em um mundo com mais alternativas, menos grana e mais incertezas.

Sem truque.

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