Loja falsa da Apple engana até funcionários
21 de Julho de 2011

Loja falsa da Apple engana até funcionários

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Os clientes que entram na loja da cidade chinesa de Kunming não imaginam que apesar dos letreiros, dos produtos e dos funcionários atenciosos, nada ali realmente é organizado pela empresa de Steve Jobs.

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Os letreiros dizem Apple Store e os funcionários acreditam que trabalham para Steve Jobs – mas esta não é uma loja real da Apple. Tudo ali é falso.

A loja fica em Kunming, no sudoeste da China e foi “descoberta” por uma blogueira norte-americana, que assina com o pseudônimo BirdAbroad. Quando ela avistou a loja, achou que se tratava de uma iniciativa da empresa famosa por criar o iPod, o iPhone e o iPad. Ela só percebeu que havia algo errado quando notou que um letreiro dizia “Apple Store – e Steve Jobs”. Nenhuma loja da Apple traz menção ao fundador. Mais tarde, ela conferiu que mesmo o termo “Apple Store” não aparece nas lojas de verdade.

Uma inspeção mais aprofundada revelou uma série de detalhes que as autorizadas jamais teriam, como paredes mal pintadas e a falta do nome dos funcionários nos cordões que cada empregado tinha no pescoço, apenas com a designação “Staff”. “As escadas também eram muito mal construídas”, escreveu BirdAbroad em seu site.
 

“A loja era uma enganação total. Uma bela – e brilhante – enganação, a melhor que eu já vi na vida. Até os atendentes acreditavam que estavam trabalhando para a Apple”, disse.

 

Um porta-voz da Apple confirmou que o “achado” da blogueira era correto e que a loja em Kunming não era um revendedor autorizado.
 
Apesar de enganar os clientes, aparentemente a Apple de mentira não ameaça o faturamento da verdadeira Apple, que ontem anunciou um lucro 125% maior no segundo trimestre fiscal. A empresa registrou US$ 7,31 bilhões no período e seu valor de mercado bateu os US$ 400 bilhões.
 
Os números da empresa de Steve Jobs foram impulsionados, principalmente, pelos smartphones e tablets. Foram vendidos 20,3 milhões de iPhones, 142% mais que o comercializado entre abril e junho de 2010. O smartphone da empresa da maçã foi responsável por quase metade do faturamento da companhia. A venda de iPads atingiu 9,25 milhões de unidades, 183% mais que no ano passado.
 
Com informações do site epocanegocios.globo.com

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