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Livro que aborda a crise e as transformações no jornalismo será lançado nesta quarta-feira (9) em Florianópolis
07 de Dezembro de 2015

Livro que aborda a crise e as transformações no jornalismo será lançado nesta quarta-feira (9) em Florianópolis

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Será lançado em Florianópolis na quarta-feira (9) a partir das 19h30 no Tralharia Café e Bar Chega o livro Questões para um jornalismo em crise, obra com reflexões de jornalistas e pesquisadores sobre as mudanças mais recentes no campo da informação. Organizado por Rogério Christofoletti, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, o volume reúne treze textos que questionam a atividade jornalística, sugestões de solução para a chamada crise dos impressos e alternativas para as redações e a indústria de conteúdos.

A obra surgiu a partir dos debates nas aulas do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo. Mestrandos e doutorandos foram motivados a produzir textos e a enfrentar problemas surgidos com as mudanças tecnológicas e culturais dos últimos vinte anos. É irônico, mas ultimamente as notícias não têm sido boas para o jornalismo. Queda nas tiragens dos meios impressos, redução das verbas publicitárias, demissões nas redações e até fechamento de jornais e revistas. Para piorar, os públicos têm dado sinais claros de desinteresse frente ao que a mídia tradicional oferece.

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O diagnóstico é de crise e ela não se limita à indústria jornalística brasileira. Está em todas as partes. Diante desse quadro, empresas, gestores e jornalistas se dividem entre lamentos, desespero e busca de soluções. Nos meios acadêmicos, também existe muita apreensão. “Para os que acreditam no jornalismo e na sua importância para sociedades mais evoluídas, equilibradas e justas, o livro reúne reflexões de quem se preocupa com os próximos anos nas redações e fora delas”, argumenta Christofoletti.

As perguntas incômodas que servem de títulos aos capítulos são endereçadas a profissionais, empresários do setor, públicos e demais grupos interessados. São questões para o aprimoramento das práticas produtivas e para relações mais honestas produtores e consumidores de notícias. Os capítulos indagam, mas também arriscam respostas, mesmo que provisórias. Os temas são diversos: o convívio entre profissionais e amadores, newsgames, reportagens multimídia, infografias interativas, a segunda tela, a convergência dos meios, redes sociais, novas audiências, ensino de jornalismo, crítica de mídia, privacidade e a natureza endêmica da crise. “A academia não tem todas as respostas, mas fazer as perguntas é uma forma de enfrentar os muitos dilemas que temos na área”, justifica Christofoletti.

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