
Os profissionais adotaram um tapa-olho de pirata como símbolo contra as agressões da Polícia Militar que, segundo o site Ponte, também atingiu outros profissionais como Sérgio Silva, cegado no ano passado por uma bala de borracha, e Giuliana Vallone, que escapou de perder a visão por usar um óculos quando foi baleada. A ideia, idealizada pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, tem como objetivo chamar a atenção para a “cegueira” da Justiça.
O acórdão do Tribunal de Justiça afirma que Silveira se colocou em risco ao fotografar o confronto na Avenida Paulista, em 18 de julho de 2000, entre a PM e um grupo de professores que reivindicava melhores salários. “Permanecendo no local do tumulto, dele não se retirando ao tempo em que o conflito tomou proporções agressivas e de risco à integridade física, mantendo-se, então, no meio dele, nada obstante seu único escopo de reportagem fotográfica, o autor [refere-se ao repórter-fotográfico] colocou-se em quadro no qual se pode afirmar ser dele a culpa exclusiva do lamentável episódio do qual foi vítima”, destaca o acórdão. Confira a decisão na íntegra aqui.
