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Jornalistas aproveitam popularidade para ingressar na política
09 de Setembro de 2011

Jornalistas aproveitam popularidade para ingressar na política

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Após especulações sobre uma possível candidatura à Prefeitura de São Paulo, o apresentador do grupo Bandeirantes, José Luiz Datena, confirmou ter recebido o convite de um partido e admitiu ao autor da coluna Zapping, da Folha.com, Alberto Pereira Jr. ter vontade de concorrer ao cargo. É ético um jornalista concorrer a cargos políticos? Alguns especialistas conversaram com o Portal Comunique-se, expondo seus pontos de vista. 
 
O apresentador do programa É Notícia, da Rede TV!, e colunista da Folha.com, Kennedy Alencar, diz que o fato de Datena se candidatar não fere a ética jornalística, mas que os papéis devem estar definidos."O principal nessa história é saber quais as propostas que o Datena tem. Com as propostas, os paulistanos vão avaliar e decidir se ele tem ou não condição para ser prefeito de São Paulo."
 
A jornalista, ex-vereadora, ex-subprefeita da Lapa e atual responsável pela  Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), Soninha Francine (PPS-SP), diz que ser famoso ajuda, mas não garante a eleição de ninguém. “Se a gente entende que qualquer pessoa que cumpre os preceitos legais tem o direito de ser candidato, não pode negar esse direito a jornalistas, cantores, atores. Sempre haverá os que se candidatam porque realmente querem ser políticos a benefício da sociedade e os que têm razões nada nobres – vaidade, por exemplo.” 
 
A professora de ciências políticas da Ufscar, Maria do Socorro Souza Braga, explica que a popularidade do apresentador junto às classes C e D podem torná-lo um forte concorrente, caso a candidatura seja confirmada. “Ele é uma pessoa carismática e é isso que os partidos procuram. E como ele não tem um histórico negativo, de rejeição ou está ligado à corrupção, isso faz com que ele atraia muitos votos. Há poucos possíveis pré-candidatos nessas condições.” 
 
Um blogueiro prestigiado na cobertura jornalística em Brasília, que preferiu não se identificar, diz que é complicado julgar o apresentador do Brasil Urgente por usar sua popularidade como comunicador para angariar votos. “Normalmente os possíveis jornalistas candidatos ficam calados e só se manifestam quando precisam decidir concorrer. Nessa situação, só dá para fiscalizar. Se ele usar seu programa para fazer campanha, é antiético, não pode de jeito nenhum.”
 
 
Portal Comunique-se

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