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Ilha da frustração.
12 de Abril de 2011

Ilha da frustração.

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O verão de Florianópolis evapora-se em frustrações, mesmo com o caos e as mazelas da surrada profecia. O Rio do Braz alongou a velha e emporcalhada história, jogando fezes in natura na Praia de Canasvieiras, e ambulantes lotaram todas as praias. Locadores de equipamentos náuticos tomaram conta do mar e limitaram o fluxo de banhistas na areia.

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A Companhia Teatro Sim… Por Que Não? foi o suspiro cultural, com a peça A Vida Como Ela É. Um professor argentino queixou-se: “Venho a Florianópolis há 15 anos e não sei qual a sua cultura!” E eu justifiquei: “O prefeito também não sabe.”

A violência voltou a premiar os argentinos – dois assassinados. Mas a Segurança elegeu um deputado, viu? E, como se repete há 30 anos, as chuvas empurraram turistas para os shoppings e o Centro da cidade, ajudando a imobilizar ainda mais a Ilha.

E neste feriadão de Carnaval, não foi diferente. Até a festa de Momo perdeu o humor ilhéu. Afinal, que cidade é esta? É a do alcaide alienígena, que em oito anos não conseguiu sequer revitalizar o Largo do Mercado Público, agora em processo de privatização. Mas não é patrimônio público? O Aterro da Baía Sul, que já foi ótimo para o lazer, agora recebe até sucatas de veículos apreendidos.

Aqui, nada se sustenta na moral. E ainda incriminam e reclamam do rigor da procuradora Analúcia Hartmann! Floripa é a cidade do desmando, onde há jeitinho para os atos ilícitos. Mas a causa é a ausência de um plano diretor decente, capaz de brecar a ganância de quem só quer construir, até esgotar e arruinar totalmente a cidade.

Os vereadores, avessos a um plano diretor rigoroso, elegeram seu presidente sob denúncias de corrupção. E onde estão os corruptores, que fazem da Ilha um cenário de negócios irregulares?

Você, leitor, já quer saber como será o próximo verão? Está na profecia do bruxo.

Laudelino José Sardá é  Jornalista e professor universitário
 

COMENTÁRIOS

 

É, nossa Floripa   dos   casos   e ocasos rarissimos.
Estou  trabalhando   como voluntária   em  um  centro  Espírita  que mantinha uma creche para   crianças de mães  trabalhadoras.
A  Prefeitura  de  Floripa tinha como compromisso  pagar  os professores ,nós   voluntárias fazemos  artesanatos para manter o Centro   e  a  Creche.
Um  espaço bem bonito e  bem cuidado  que   recebia  diariamente 90 crianças.
Para  tristeza   de  todos e, principalmente   das  mães, as  portas  da creche  fecharam-se  por  falta  da verba  da Prefeitura.
O deficit  de vagas para  crianças na  idade  maternal emFlorianópolis  é   de  2000 ,desde  que  o Dário assumiu a Pref.no primeiro mandato.
Este  deficit continua até hoje.  Agora aumentou um pouco  mais  com as nossas crianças.
Estes  espaços infantis  escolares   não precisam da  operação tapete  preto,portanto…………………………………..
 
abços  a todos  
 
Dinede Sardá
————————————————————
 
Caro Sardá:
Sua crônica, bem como a do Moacir Pereira publicada no Diário Catarinense nos primeiros dias desta semana já estão incorporadas aos meus "Arquivos Implacáveis". EXCELENTE! 
 
Pena que a maioria da pOpulação de florianópolis não tenha acesso ao DC. Se bem que, depois que os "eleitores" referendaram tantos e tantos corruptos nas últimas eleições, fica a pergunta: até que ponto o "povão" se sensibiliza com esses desmandos & escândalos que, cada vez mais, caracterizam os políticos brasileiros?
 
Um abração do
 
Francisco Cunha

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