A capital do Sergipe registrou no último sábado, 10/09), mais um ato de violência contra a imprensa. A Rádio 103 FM foi invadida por homens armados durante uma transmissão ao vivo. De acordo com o G1, a locutora que apresentava um programa narrou o episódio logo após ser assaltada e pediu socorro aos ouvintes. A ação, que durou cerca de quatro minutos, foi flagrada pelo circuito de segurança interno da emissora.
Os cinco homens arrombaram a sala da administração, levaram celulares, notebook da locutora, dinheiro e outros equipamentos. O vigilante narrou o que viu: “Corri para a guarita pra me proteger, mas não deu tempo. Eles me renderam, pediram para desligar o alarme e depois me levaram para dentro do prédio. Ainda me deram uma coronhada e foram muito violentos, fazendo ameaças. No estúdio colocaram a arma na cabeça da locutora”, contou.
No último domingo (11/9), o delegado André Baronto, da Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), esteve na rádio e conversou com os funcionários. A polícia não descarta nenhuma linha de investigação.
Para a Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), o ataque ao veículo é um ato de violência contra a democracia e contra a liberdade de expressão.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (SINDIJOR-SE) lamentou o assalto e se solidarizou com os funcionários agredidos. A entidade alertou ainda para o clima de insegurança em Sergipe.
“Não podemos deixar de alertar a sociedade sobre os perigos aos quais, principalmente os jornalistas, têm sido expostos. Muitas vezes, vítimas da subordinação de uma linha editorial questionável e perigosa, imposta por alguns empregadores aos trabalhadores da nossa categoria”, disse.
A entidade também cobrou da SSP medidas de proteção aos jornalistas e demais profissionais da comunicação. “Esperamos que o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública, adote as medidas cabíveis para identificar e prender os autores deste atentado à liberdade de expressão”. Oriundo do Portal Imprensa
