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Globo: perdemos para a TV paga, não para a aberta
10 de Maio de 2011

Globo: perdemos para a TV paga, não para a aberta

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A outra metade da conversa que o crítico do UOL Maurício Stycer teve com o diretor-geral da Rede Globo, Octavio Florisbal, traz apontamentos do executivo sobre os caminhos que a emissora tem tomado com as mudanças ocorridas no Brasil.

Uma das atitudes que o canal teve de adotar foi dar mais atenção à classe C, que se multiplicou e ganhou mais força. "Houve uma mudança de comportamento e de valores para estas pessoas", afirma Florisbal, segundo o qual a ascensão dessa faixa da população forçou alterações em vários produtos da Globo, desde as atrações de entretenimento até os programas jornalísticos.
 
Florisbal também abordou a questão da concorrência, hoje, segundo ele, caracterizada por um mix de TV paga, aparelhos de DVD, Blue-Ray e videogame, além dos outros canais de TV aberta. Segundo ele, a média de televisores ligados não caiu durante o passar dos anos, mas as pessoas deixaram cada vez mais os canais abertos de lado. "No passado, TV paga, que a gente chama de ‘outros canais’, representava 1% dos aparelhos ligados, hoje é 6%. O que a gente chama de ‘outros aparelhos’, VHS, videogame, DVD, Blu-Ray, antigamente não existia, hoje representa 3%."
 
Disse, ainda, que a Globo não perdeu terreno para as concorrentes que tem no mercado de TV aberta. "Dentro das redes, na TV aberta, a Globo tinha 21% em 1997, hoje ela tem 17%, 18%. Antes, SBT e Record, somados, davam 13%. Hoje, somados, dão os mesmos 13%.Tivemos uma pequena perda. Mas o que nós perdemos não foi para eles."
 
Com informações do site Adnews

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