Venho acompanhando tudo que está se passando pelo futebol brasileiro depois do racha do Clube dos 13. Vejo com certa preocupação, pois ainda não consegui vislumbrar algo concreto de como será a partir do ano que vem. Confesso que sinto receio, mesmo acreditando que não irá acontecer, de uma paralisação do campeonato brasileiro, por causa dos direitos televisivos ou até de uma competição sem transmissão para TV. O que será um grande retrocesso e atingiria o consumidor final que é quem interessa, o torcedor.
Não vou tomar partido de A ou B, pois acredito que cada um tem seus prós e contras, porém a incerteza está atrapalhando o processo. Muitos investidores devem estar se segurando para patrocinar algum clube, não sabendo onde, ou o que é pior, se será transmitido o Campeonato Brasileiro de 2012. Provável que enquanto não haja uma definição os patrocínios se limitem a apenas o final do ano, que é a única certeza que temos até agora, o que de certa forma é ruim para o marketing dos players envolvidos, já que a continuidade é uma das palavras chaves para trazer retorno ao investimento.
Pensando de forma otimista, esse impasse foi causado, pois agora há empresas que estão concorrendo com a Globo na compra dos direitos televisivos. Acredito que a concorrência tira as pessoas da zona de conforto que de certa forma pode acabar sendo bom para a própria Globo que terá que se esforçar mais ainda para entregar um produto de qualidade. Os clubes acabam ganhando com um produto melhor e com um aumento considerável no valor da cota.
O grande ponto para o crescimento do Campeonato Brasileiro talvez comece a ser pensado agora depois deste racha. Pensar que a competição está acima de tudo, que um clube grande ganhar boa parte da receita e deixar um pequeno com as migalhas, prejudica o espetáculo. O Brasileiro tem que virar um produto, ter naming right, fazer ativação dos patrocinadores, ter produto licenciado e não privilegiar um ou outro. O equilíbrio das forças fará o competição ser atrativa e deve-se pensar no crescimento do campeonato para outros mercados. Se o campeonato turco, português, holandês, entre outros passam no Brasil porque não podemos ser exportador do campeonato também? Caso o Brasileiro cresça para outros mercados, os patrocinadores terão uma ampla exposição, os clubes brasileiros poderão angariar novas receitas para esse novo público, seja através de produtos licenciados ou mesmo excursões de pré-temporada, passando por uma infinita gama de oportunidades que vai até onde nossa criatividade permitir.
Portanto, pensemos no produto campeonato e menos nas cores de nossos times. Torcemos para que tudo se resolva o mais breve e da melhor forma possível e que o consumidor final não seja prejudica por esssa divergências. E no fim das contas que sirva de lição para agregarmos valor ao competição e que o Brasileiro possa vir a ser uma Premier League um dia, material humano nós temos para isso.
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