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FEMUSC estreia “Onheama”, 1ª ópera brasileira de sua história
05 de Janeiro de 2026

FEMUSC estreia “Onheama”, 1ª ópera brasileira de sua história

Obra reúne mais de 80 artistas e tem direção do amazonense Matheus Sabbá

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O Festival Internacional de Música de Santa Catarina (FEMUSC) apresenta, pela 1ª vez, uma ópera brasileira como destaque de sua programação: Onheama.

A obra, que tem duração de 1 hora e 20 minutos , reúne mais de 80 artistas no palco e será apresentada no Teatro Scar, em Jaraguá do Sul, nos dias 23 e 24/1/2026. A direção é assinada pelo amazonense Matheus Sabbá, que retorna ao festival após atuar como assistente de direção na edição de 2023.

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Formado em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas, Sabbá desenvolveu carreira em musicais, óperas e cinema, atuando em instituições como o Theatro Municipal de São Paulo, o Theatro São Pedro, o Festival Amazonas de Ópera e a FEMUSC. Em 2024, integrou o elenco do filme O Último Azul e recebeu reconhecimentos nacionais por direções como A Caixa Mágica do Natal, premiada no Cenym e no Prêmio Brasil Musical.

Onheama significa eclipse, fenômeno fascinante e aterrorizante que cobre, sem aviso, o mundo com o véu de escuridão. A culpa é de Xivi, a terrível onça celeste que devora o Guaraci, o sol, para depois sair à caça às estrelas e a Jaci, a lua. O dia em que Xivi engolir tudo o que reluz no céu e saciar sua fome tremenda, o mundo se acaba! Onheama é baseada na visão mitológica do eclipse na tradição indígena  e aborda temas como ancestralidade, pertencimento e conexão com a natureza. A narrativa acompanha Iporangaba, jovem guerreira que parte em uma jornada para salvar sua comunidade, encontrando personagens como o Boto e a Yara. Na versão original, o protagonista era um guerreiro; na montagem do FEMUSC, Sabbá transforma a figura central em uma guerreira indígena para destacar o protagonismo feminino.

“Dirigir Onheama é contar a história do meu povo. Falar da mitologia do lugar onde nasci e cresci e levá-la a um público que raramente tem contato com essas narrativas”, afirma o diretor.

“Optamos por transformar a protagonista em uma jovem guerreira para ressaltar a força das mulheres amazônicas e o processo de amadurecimento da personagem”, completa.

Para Sabbá, assumir a principal montagem do festival reúne responsabilidade e realização: “Estou fazendo algo que amo, falando de um lugar que amo. É duplamente gratificante.”

O 21º FEMUSC é realizado pelo Instituto FEMUSC, em parceria com a SCAR, e conta com o patrocínio das empresas WEG e Agricopel por meio da Lei de Incentivo à Cultura e do Governo Federal.

 

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