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Feliz Ano-Novo!
31 de Dezembro de 2014

Feliz Ano-Novo!

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Feliz 5776! Ou Feliz 2067! Ou 4713, ou ainda 1436. Sim, porque judeus, hindus, chineses e muçulmanos, respectivamente, contam o tempo de maneira diferente dos cristãos, que estão prestes a celebrar o novo ano de 2015. As razões de como cada civilização conta a passagem do tempo não importa, pois até em uma mesma cultura pode haver mais de um tipo de calendário e a forma de contar também muda. O nosso atual calendário Gregoriano, por exemplo, substituiu o calendário Juliano.

Há registros de que, mesmo nos períodos pré-históricos da humanidade, havia uma preocupação em assinalar a passagem do tempo, observando a movimentação do Sol e da Lua. Os estudiosos dizem que há no mundo cerca de 40 calendários em uso, classificados em três tipos: solares, lunares e lunissolares.

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Às vezes, até esquecemos, mas viajamos no tempo e no espaço. O planeta Terra se desloca pela imensidão do universo a uma velocidade de 1 milhão de quilômetros por hora em relação ao centro da galáxia e de 107 mil quilômetros por hora em seu movimento ao redor do Sol. Tomara que a “pista” à frente esteja livre!

Nossa vida é frágil e precária diante da infinitude do universo. Deveríamos ter lucidez para compreender melhor como aproveitar cada momento e como se relacionar com os seres vivos e tudo que é parte do planeta, que, pela Teoria de Gaia, é também um ser vivo.

Se a vida é o bem mais precioso, precisamos cuidar. E pensar no mundo que vamos deixar às novas gerações. Nos últimos dois séculos, e mais ainda nos últimos 50 anos, aceleramos a destruição do planeta, a ponto de ameaçar a própria sobrevivência da espécie. Cientistas têm alertado – e poucos parecem acreditar – que dias difíceis e perigosos se aproximam rapidamente com mudanças climáticas que desencadearão fenômenos poderosos de destruição na face da Terra. É hora de repensar o modelo de vida e a própria existência.

Não é fácil lidar com o tempo. O político e escritor britânico Benjamin Disraeli disse algo que merece uma boa reflexão: “A vida é muito curta para ser pequena”. Ou seja, não vamos apequená-la ainda mais, dedicando-nos a coisas fúteis e banais. A produção e acumulação de bens de consumo são responsáveis em boa parte pela destruição do lugar em que vivemos.

É uma era de consumismo desenfreado. Deveríamos parar por um instante (“o tempo não para”, cantou Cazuza) para pensar no presente mais precioso que podemos receber em nossas vidas: o tempo. Tempo para viver, tempo para se dedicar àquilo que importa. Ter menos para ter mais!

O que há de mais positivo com a ideia dos calendários e da contagem do tempo é que permite sempre um recomeço, uma renovação. Mais um ano se aproxima. Seria bom se pudéssemos nos aproximar também uns dos outros, de forma cada vez mais fraterna e feliz.

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