Parece que não é só no Brasil que os jornalistas têm uma jornada de trabalho exaustiva. A emissora de TV pública do Japão NHK reconheceu, nessa quinta-feira (5) que a insuficiência cardíaca que levou a morte a jornalista Miwa Sado, foi decorrente de excesso de trabalho. A profissional faleceu em julho de 2013, aos 31 anos. No mês que antecedeu o ocorrido, ela tinha 159 horas extras acumuladas e apenas dois dias de folga registrados. As informações são do jornal Extra.
A profissional morreu três dias após trabalhar na cobertura das eleições da Assembléia Metropolitana de Tóquio e as eleições da Alta Câmara Nacional, em junho e julho de 2013.
Porta-voz do departamento de notícias da emissora, Masahiko Yamauchi declarou que a morte da jornalista refletiu “problema para a nossa organização como um todo, incluindo o sistema trabalhista e como as eleições são cobertas”. O reconhecimento da causa da morte da profissional, segundo o jornal The Guardian, foi feito por respeito à família.
